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Loriga-Portugal 003Loriga_Vila de PortugalLoriga_Vila de Portugal 01Loriga_Vila de Portugal 2Loriga_Vila de Portugal 02Loriga_Vila de Portugal 3Loriga_Vila de Portugal 03LORIGA_facebook XXXIXcGuerreiro Lusitano                                 Legionário romano com Lorica segmentadaLorica-segmentataLogo_Lorica_Loriga 2Logo_Lorica_Loriga 3Logo_Lorica_Loriga 1Logos_Loriga_1aLogotipo da JFL e brasão de Loriga 1Logo e brasãoLogo_Loriga_1cLogo_Loriga_vila_1Legionários romanos usando Lorica 3

Guerreiros LusitanosLorica_segmentada 1

Cartaz de Loriga 001a.Cartaz de Loriga 001c.

Brasões da AFSE 1Brasões da AFSE 1Brasões_de_Loriga_e_Sacavém_localidades_geminadas 1Brasão Bombeiros Loriga 3Bandeira dos Bombeiros Voluntários de Loriga 1Bandeira da vila de Loriga 2cBandeira da vila de Loriga 2dLorica_Loriga_history_3Lorica_Loriga_history_1Lorica.Loriga.internetLorica.Loriga.internet 01LORIGA 134 webLORIGA 133 webCentro histórico da vila de Loriga-11LORIGA_1717Loriga - Vista geral 1LORIGA_Panorama (2)loriga.jpgLorigaACLORIGA_o2LORIGA_o5LORIGA_8858_oLORIGA_1514682340461012699_oLORIGA_o1LORIGA_3734_nLORIGA_o11LORIGA_o5LORIGA_741_o

Brasão dos Bombeiros Voluntários de Loriga_2

Capital da neve em Portugal

Centro histórico da vila de Loriga no Inverno 2_editedCentro histórico da vila de Loriga no Inverno-1_edited

Loriga - Vista parcial de Inverno 3Loriga Igreja Inverno4[1]

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More information about LORIGA – PORTUGAL | Mais informação sobre LORIGA -PORTUGALBrasão de Loriga - As melhores três versões de brasão desenhadas pelo Sr. António Conde

LORIGA – VILA DE PORTUGAL

Extratos da obra de António Conde, “História concisa da vila de Loriga – Das origens à extinção do município” / Excerpts from the work of António Conde, “Concise History of the town of Loriga – From the Origins to the extinction of the municipality”

Extratos da obra de António Conde, “História concisa da vila de Loriga – Das origens á extinção do município”

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Extratos da obra de António Conde, “História concisa da vila de Loriga – Das origens à extinção do município”

Extratos da obra de António Conde, “História concisa da vila de Loriga – Das origens á extinção do município”, no artigo sobre Loriga que ele criou na Wikipédia

Extracts from the work of António Conde, “Concise history of the town of Loriga – From origins to extinction of the municipality”, in the article on Loriga that he created in Wikipedia

História concisa de Loriga por António Conde no site da Junta de Freguesia de Loriga

LORIGA VILA LUSITANA

História concisa de Loriga por António Conde no site da Junta de Freguesia de Loriga

Loriga – Wikipédia, a enciclopédia livre – Artigo criado por António Conde

Loriga is an ancient, beautiful and historic small portuguese town, located in the Serra da Estrela mountains. Known as Lobriga by the Lusitanians and Lorica by the Romans, it is more than 2600 years old. Notable people from Loriga include Viriathus ( known as Viriato in Portuguese ), a famous Lusitanian leader and portuguese national hero. Loriga as enormous touristics potentialities and they are the only ski resort and ski trails existing in Portugal ( Loriga is the Lusian Capital and the capital of the snow in Portugal ).

Loriga is a small town in Portugal located in Guarda District. Loriga is 20 km away from the village of Seia, 40 km away from Viseu, 80 km away from Guarda and 320 km from Lisbon. It is nestled in the Serra da Estrela mountain range. The population is 1,367 (2005 estimate). It is known as the “Portuguese Switzerland” due to its landscape: a small town surrounded by mountains. Known to be settled by the Lusitanians, the town is more than 2600 years old and was part of the Roman province of Lusitania. It was known as Lobriga by the Lusitanians and Lorica by the Romans. Loriga became a textile manufacturing center in the begin-19th century. While that industry has since dissipated, today the town attracts a sizable tourist trade due to its picturesque scenery and vicinity to the Vodafone Ski Resort, the only ski center in Portugal, totally inside the town limits.

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  • Coordinates: 40°19′13.69″N 7°39′58.15″W / 40.3204694°N 7.6661528°W /40.3204694; -7.6661528
  • Civil Parish (Vila) / Vila – Small town in portuguese
  • The valley parish of Loriga in the shadow of the Serra da Estrela /Official name: Vila de Loriga
  • Country – Portugal
  • Region – Centro, Beira Interior, Portugal
  • Subregion – Loriga – Serra da Estrela
  • District – Guarda
  • Municipality – Seia
  • Localities – Fontão, Loriga
  • Landmark – Torre (Serra da Estrela)
  • Rivers – Ribeira de São Bento, Ribeira de Loriga
  • Center Loriga- elevation 1,293 m (4,242 ft)- coordinates 40°19′13.69″N 7°39′58.15″W / 40.3204694°N 7.6661528°W /40.3204694; -7.6661528
  • Length 4.21 km (3 mi), Northwest-SoutheastWidth 13.78 km (9 mi), Southwest-Northeast
  • Area 36.25 km² (14 sq mi)
  • Population 1,367 (2005) /Density 37.71 / km² (98 / sq mi)
  • LAU – Vila/Junta Freguesia- location – Largo da Fonte do Mouro, Loriga
  • Timezone – WET (UTC0)- summer (DST)WEST (UTC+1)
  • ISO 3166-2 codePT-Postal Zone – 6270-073 LorigaArea Code & Prefix(+351) 238 XXX XXX
  • Demonym – Loriguense or Loricense
  • Patron Saint – Santa Maria Maior
  • Parish Address – Largo da Fonte do Mouro, 10196270-073 Loriga

( Statistics from INE (2001); geographic detail from Instituto Geográfico

Português (2010) )

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Loriga (Portuguese pronunciation: ([loriga]) is a small town (Portuguese:

vila) in south-central part of the municipality of Seia, in central

Portugal. Part of the district of Guarda, it is 20 km away from the city of

Seia, 40 km away from Viseu, 80 km away from Guarda and 320 km from Lisbon,

nestled in the Serra da Estrela mountain range. In 2005, estimates have the

resident population at about 1367 inhabitants, in an area of 36.25 km² that

includes the two localities/villages of Loriga and Fontão.

History

Loriga was

founded originally along a column between ravines where today the historic

centre exists. The site was ostensibly selected more than 2600 years ago, owing

to its defensibility, the abundance of potable water and pasturelands, and

lowlands that provided conditions to practice both hunting and

gathering/agriculture.

When the Romans arrived in the region, the settlement was concentrated into two

areas. The larger, older and principal agglomeration was situated in the area of

the main church and Rua de Viriato, fortified with a wall and palisade. The

second group, in the Bairro de São Ginês, were some small homes constructed on

the rocky promintory, which were later appropriated by the Visigoths in order to

construct a chapel. The 1st century Roman road and two bridges (the second

was destroyed in the 17th century after flooding) connected the outpost of

Lorica to the rest of their Lusitanian province. The barrio of São Ginês (São

Gens), a local ex-libris, is the location of the chapel of Nossa Senhora do

Carmo, an ancient Visigothic chapel. São Gens, a Celtic saint, martyred in Arles

on Gália, during the reign of Emperor Diocletian, and over time the locals began

to refer to this saint as São Ginês, due to its easy of pronunciation.

Middle Ages

Loriga was the municipal seat since the 12th century,

receiving forals in 1136 (João Rhânia, master of the Terras de Loriga for over

two decades, during the reign of Afonso Henriques), 1249 (during the reign of

Afonso III), 1474 (under King Afonso V) and finally in 1514 (by King Manuel

I).

Loriga was an ecclesiastical parish of the vicarage of the Royal Padroado and

its Matriz Church was ordered constructed in 1233, by King Sancho II. This

church, was to the invokation of Santa Maria Maior, and constructed over the

ancient small Visigothic chapel (there is a lateral block with Visigoth

inscriptions visible). Constructed in the Romanesque-style it consists of a

three-nave building, with hints of the Sé Velha of Coimbra. This structure was

destroyed during the 1755 earthquake, and only portions of the lateral walls

were preserved.

The 1755 earthquake resulted in significant damage to the village

of Loriga, destroying homes and the parcochial residence, in addition to

opening-up cracks and faults in the village’s larger buildings, such as the

historic municipal council hall (constructed in the 13th century). An

emissary of the Marquess of Pombal actually visited Loriga to evaluate the

damage (something that did not happen in other mountainous parishes, even

Covilhã) and provide support.

The residents of Loriga supported the Absolutionist forces of the Infante Miguel

of Portugal against the Liberals, during the Portuguese Liberal Wars, which

resulted in Loriga being abandoned politically after Miguel’s explusion by his

brother King Peter. In 1855, as a consequence of its support, it was stripped

of municipal status during the municipal reforms of the 19th century. At the

time of its municipal demise (October 1855), the municipality of Loriga included

the parishes of Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim and

Vide, as well as thirty other disincorporated villages.

Loriga was an industrial centre for textile manufacturing during the 19th

century. It was one of the few industrialized centres in the Beira Interior

region, even supplanting Seia until the middle of the 20th century. Only

Covilhã out-preformed Loriga in terms of businesses operating from its lands;

companies such as Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão

& Irmãos, Augusto Luís Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral and Lorimalhas,

among others. The main roadway in Loriga, Avenida Augusto Luís Mendes, is

named for one of the villages most illustrious industrialists. The wool industry

started to decline during the last decades of the 20th century, a factor that

aggravated and accelerated the decline of the region.

Geography

Known

locally as the “Portuguese Switzerland” due to its landscape that includes a

principal settlement nestled in the mountains of the Serra da Estrela Natural

Park. It is located in the south-central part of the municipality of Seia,

along the southeast part of the Serra, between several ravines, but specifically

the Ribeira de São Bento and Ribeira de Loriga; it is 20 kilometres from

Seia, 80 kilometres from Guarda and 300 kilometres from the national capital

(Lisbon). A main small town is accessible by the national roadway E.N. 231, that

connects directly to the region of the Serra da Estrela by way of E.N.338 (which

was completed in 2006), or through the E.N.339, a 9.2 kilometre access that

transits some of the main elevations (960 metres near Portela do Arão or Portela

de Loriga, and 1650 metres around the Lagoa Comprida).

The region is carved by U-shaped glacial valleys, modelled by the movement of

ancient glaciers. The main valley, Vale de Loriga was carved by longitudanal

abrasion that also created rounded pockets, where the glacial resistance was

minor. Starting at an altitude of 1991 metres along the Serra da Estrela the

valley descends abruptly until 290 metres above sea level (around Vide), passing

villages such as Cabeça, Casal do Rei and Muro. The central town, Loriga, is

seven kilometres from Torre (the highest point), but the parish is sculpted by

cliffs, alluvial plains and glacial lakes deposited during millennia of glacial

erosion, and surrounded by rare ancient forest that surrounded the lateral

flanks of these glaciers.

Economy

Textiles are the principal

local export; Loriga was a hub the textile and wool industries during the

mid-19th century, in addition to being subsistence agriculture responsible for

the cultivation of corn. The Loriguense economy is based on metallurgical

industries, bread-making, commercial shops, restaurants and agricultural support

services.

While that textile industry has since dissipated, the town began to attract a

tourist trade due to its proximity to the Serra da Estrela and Vodafone Ski

Resort (the only ski center in Portugal), which was constructed within the

parish limits.

  • [ By António Conde ]

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LORIGA

  • 40º 19′ N 7º 41’O
  • Gentílico – Loricense ou loriguense
  • Área – 36,52 km²
  • Densidade – 37,51 hab./km² (2005)
  • Orago – Santa Maria Maior
  • Código postal – 6270
  • Apelidada de “Suíça Portuguesa”, é a vila maisalta de Portugal.

Loriga é uma vila e freguesia portuguesa do distrito da Guarda. Tem

36,52 km² de área, e densidade populacional de 37,51 hab/km² (2005). Tem

uma povoação anexa, o Fontão.

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Loriga encontra-se a 80km da Guarda e 300km de Lisboa. A vila é

directamente acessível

pela EN 231, e indirectamente pela EN338, e tem acesso directo à Torre,

pela referida EN338,estrada concluída em 2006, seguindo um traçado

pré-existente e pré-projectado há mais de quarenta anos,com um percurso

de 9,2 km de paisagens deslumbrantes, entre as cotas 960m

(Portela de Loriga,também conhecida por Portela do Arão) e 1650m, acima

da Lagoa Comprida.

É conhecida há décadas como a “Suíça Portuguesa” devido à sua

extraordinária localização geográfica. Está situada a cerca de 770m de

altitude,na sua parte urbana mais baixa, rodeada

por montanhas, das quais se destacam a Penha dos Abutres (1828m de

altitude) e a Penha do Gato (1771m),e é abraçada por dois cursos de

água: a Ribeira de Loriga e a Ribeira de S.Bento, que se unem depois da

E.T.A.R. para formarem um dos maiores afluentes do Rio Alva.A montante

da vila, a Ribeira de Loriga recebe também o Ribeiro da Nave, um

afluente que tem um curso extraordinário e passa por uma das zonas mais

belas do Vale de Loriga, incluíndo os famosos Bicarões, cascatas a alta

altitude junto das

quais se encontra uma conhecida quinta.

A vila está dotada de uma ampla gama de infrastrutras físicas e

culturais,que abrangem todas as àreas e todos os grupos etários, das

quais se destacam, por exemplo, o Grupo

Desportivo Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade Recreativa e Musical

Loriguense,

fundada em 1905, os Bombeiros Voluntários de

Loriga, criados em 1982, cujos serviços se desenvolvem na àrea

equivalente ao antigo concelho de Loriga, a Casa de Repouso Nª. Srª. da

Guia, uma das últimas obras sociais de relevo, e a Escola C+S Dr. Reis

Leitão.

Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a

Amenta das Almas) e festas em honra de Sto. António (durante o mês

Junho) e S. Sebastião (durante o mês de Julho), com as respectivas

mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades

religiosas é a festa dedicada à padroeira dos emigrantes loricenses, Nª.

Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro Domingo

de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da

Ajuda, no Fontão de Loriga.

Breve história

Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje

existe o centro histórico da vila. O local foi escolhido há mais de dois

mil e seiscentos anos devido à facilidade de defesa (uma colina entre

ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as

terras mais baixas providenciarem alguma caça e condições mínimas para a

prática da agricultura. Desta forma

estavam garantidas as condições mínimas de sobrevivência para uma

população e povoação com alguma importância.

O nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo

e dos seus habitantes nos Hermínios (actual Serra da Estrela) na

resistência lusitana, o que levou os

romanos a porem-lhe o nome de Lorica (antiga couraça guerreira), de que

derivou Loriga, palavra que tem o mesmo significado. Os Hermínios eram o

coração e a maior fortaleza da

Lusitânia. É um facto que os romanos lhe deram o nome de Lorica, e deste

nome derivou Loriga (derivação iniciada pelos Visigodos) e que tem o

mesmo significado.

É um caso raro, em Portugal, de um nome bi-milenar,e a Lorica é a peça

principal do brasão da vila.O brasão antigo da vila era constituído por

uma couraça em prata e uma estrela com sete pontas em ouro,sendo que o

escudo era de azul celeste.

Situada na parte Sudoeste da Serra da Estrela, a sua beleza paisagística

é o principal atractivo de referência. Os socalcos e sua complexa rede

de irrigação são um dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra gigantesca

construída pelos loricenses ao longo de muitas centenas de anos e

que transformou um vale belo mas rochoso num vale fértil. É uma obra que

ainda hoje marca a paisagem do belíssimo Vale de Loriga,fazendo parte do

património histórico da vila e é

demonstrativa do génio dos seus habitantes.

Em termos de património histórico, destacam-se também a ponte e a

estrada romanas (século I a.C.), uma sepultura antropomórfica (século VI

a.C.), a Igreja Matriz (século XIII,reconstruída), o Pelourinho (século

XIII,reconstruído), o Bairro de São Ginês (São Gens) com origem anterior

à chegada dos romanos e a Rua de Viriato. A Rua da Oliveira, pela sua

peculiaridade, situada na área mais antiga do centro histórico da

vila,recorda algumas das características urbanas da época medieval. A

estrada romana e uma das duas pontes (a outra ruiu no século XVI após

uma grande cheia na

Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Lorica, na

Lusitânia, ao restante império, merecem destaque.

A tradição local e

diversos antigos documentos apontam Loriga como berço de Viriato, e no

início do século XX existiu mesmo um movimento loricense para lhe erigir

um estátua na vila, o que não chegou a

concretizar-se.O documento mais famoso,embora não

seja o mais antigo, que fala de Loriga como sendo terra-natal de

Viriato, é o livro manuscrito História da Lusitânia, escrito pelo Bispo

Mor do Reino em 1580.A actual Rua de Viriato,na parte mais antiga do

centro histórico da vila, já tinha esse nome no século XII.

O Bairro de São Ginês (S.Gens) é um ex-libris de Loriga e nele

destaca-se a capela de Nossa Senhora do Carmo, construída no local de

uma antiga ermida visigótica precisamente dedicada àquele santo ao qual

os loricenses passaram a chamar S.Ginês, talvêz por este nome ser mais

fácil de pronunciar (aliás não existe nenhum santo com o nome de Ginês).

Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos.

O maior, mais antigo e principal, situava-se na área onde hoje existem a

Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato e estava fortificado com

muralhas e paliçada. No local do actual Bairro de S.Ginês existiam já

algumas habitações encostadas ao promontório rochoso,

em cima do qual os Visigodos construíram mais

tarde uma ermida dedicada àquele santo.

Loriga era uma paróquia pertencente à Vigariaria do Padroado Real e a

Igreja Matriz foi mandada construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta

igreja, cujo orago era já o de Santa Maria Maior e que se mantém, foi

construída no local de outro antigo e pequeno templo, do qual foi

aproveitada uma pedra com inscrições visigóticas, que está colocada na

porta lateral virada para o adro. De estilo românico, com três naves, e

traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi

destruída pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes

laterais.

O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado

também a residência paroquial e aberto algumas fendas nas robustas e

espessas paredes do edifício da Câmara Municipal construído no século

XIII. Um emissário do Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os

estragos mas, ao contrário do que aconteceu com a Covilhã (outra

localidade serrana muito afectada),não chegou do governo de Lisboa

qualquer auxílio.

Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde o início do século XIX.

Chegou a ser uma das localidades mais industrializadas da Beira

Interior, e a actual sede de concelho só conseguiu suplantá-la quase em

meados do

século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no

número de empresas. Nomes de empresas, tais como: Regato, Redondinha,

Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos,Augusto Luis Mendes,

Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc,fazem parte da rica

história industrial desta vila. A principal e maior avenida de Loriga

tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos antigos

industriais loricenses. Apesar de, por exemplo, do maus acessos que se

resumiam à velhinha estrada romana de Lorica, com dois mil anos, o

facto é que os loriguenses transformaram Loriga

numa vila industrial progressiva, o que confirma o seu génio.

Mas, Loriga acabou por ser derrotada por um

inimigo político e administrativo, local e nacional, contra o qual teve

que lutar desde o século XIX.

A história da vila de Loriga é, aliás, um exemplo das consequências que

os confrontos de uma guerra civil podem ter no futuro de uma localidade

e de uma região.

Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo

recebido forais em 1136 ( João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga

durante cerca de duas décadas, no reinado de D.Afonso Henriques ), 1249

( D.Afonso III ), 1474 ( D.Afonso V ) e 1514 ( D.Manuel I ), mas, por

ter apoiado os chamados Absolutistas contra os Liberais na guerra civil

portuguesa,teve o castigo de deixar de ser sede de concelho em

1855. A conspiração movida por desejos

expansionistas da localidade que beneficiou com o facto, precipitou os

acontecimentos. Tratou-se de um grave erro político e administrativo;

foi, no mínimo, um caso de injusta vingança política, numa época em que

não existia democracia e reinavam o compadrio e a corrupção e assim,

começou o declínio de toda a região de Loriga (antigo concelho de Loriga).

A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça,

Sazes da Beira, Teixeira, Valezim,Vide, e as mais de trinta povoações

anexas, pertenceu ao Município Loricense. A vila de Loriga situa-se a

vinte quilómetros da actual sede de concelho e

algumas freguesias da sua região, situam-se a uma

distância muito maior.

A Região de Loriga, área do antigo Município Loricense, constitui também

a Associação de Freguesias da Serra da Estrela, com sede na vila de

Loriga.Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas

e as únicas pistas e estância de esqui existentes em Portugal estão

localizadas na área da freguesia da vila de

Loriga.

Se nada de verdadeiramente eficaz for feito, começando pela vila de

Loriga,esta região estará desertificada dentro de poucas décadas, o que,

tal como em relação a outras relevantes terras históricas do interior do

país, será com certeza considerado como uma vergonha nacional.

Confirmaria também a óbvia existência de

graves e sucessivos erros nas políticas de coesão, administração e

ordenamento do território. Para evitar tal situação, vergonhosa para o

país, é necessário no mínimo por em prática o que já é reconhecido no papel:

desenvolver a vila de Loriga, pólo e centro da região.

A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua

escadaria tem cerca de 100 degraus em granito, o que lhe dá

características peculiares. Esta rua recorda muitas das características

urbanas medievais do centro histórico da vila de Loriga.

O bairro de São Ginês é um bairro do centro histórico de Loriga cujas

caracteristicas o tornam num dos bairros mais conhecidos e típicos da

vila. As melhores festas de São João eram feitas aqui. Curioso é o facto

de este bairro do centro histórico da vila dever o nome a São Gens, um

santo de origem céltica matirizado em Arles, na Gália, no tempo do

imperador Diocleciano, orago de uma ermida visigótica situada na área.

Com o passar dos séculos os loricenses mudaram o nome do santo para

S.Ginês,talvêz por ser mais fácil de pronunciar. Este núcleo da

povoação, que já esteve separado do principal e mais antigo, situado

mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.

Loriga celebrou acordo de geminação com:

A vila, actual cidade de Sacavém, no concelho de Loures, em 1 de Junho

de 1996.


VIAS ROMANAS EM PORTUGAL – Vestígios Romanos Georeferenciados em Loriga

O nome Lorica aparece como sendo da época romana num documento medieval

visigótico com referências à zona. Foi aliás na época visigótica que

a “versão” Loriga começou a substituir o nome latino Lorica que vinha da época

romana, mas o nome original dado pelos romanos só caiu totalmente em

desuso durante a primeira metade do século XIII.

Depois, aparece novamente em documentos dos séculos X, XI, XII e XIII,

principalmente em documentos do século XII, inclusive quando se fala de

limites territoriais, onde até a actual Portela do Arão é referida como

Portela de Lorica, começando mais tarde a ser referida como Portela de

Aran, depois de Aarão, e finalmente do Arão.

A estrada romana de Lorica era uma espécie de estrada estratégica,

Destinada a ajudar a controlar os Montes Herminius onde, como se sabe, viviam tribos

lusitanas muito aguerridas. Esta estrada ligava entre si duas grandes vias

transversais, a que ligava Conimbriga, a norte, e a que ligava Iaegitania,

a sul. Não se sabe quais os locais exactos dos cruzamentos, mas tudo indica que a

norte seria algures perto de Ballatucelum, a actual Bobadela.

Quanto aos vestígios da calçada romana original, eles podem encontrar-se

Na área das Calçadas, onde estiveram na origem deste nome, e dispersos em

pequenos vestígios até à zona da Portela do Arão, tratando-se da mesma

estrada.

A título de curiosidade, informa-se que a estrada romana foi utilizada desde

que foi construída, provalvelmente por volta de finais do século I antes

de Cristo, até à década de trinta do século XX quando entrou em

funcionamento a actual EN231. Sem a estrada romana teria sido impossível o já por si

grande feito de Loriga se tornar um dos maiores pólos industriais têxteis da

Beira Interior durante o século XIX.

– Factos comprovados: Lorica era o antigo nome de Loriga, existiram duas

pontes romanas, uma delas ainda existe, e a outra, construída sobre a

Ribeira de S.Bento, ruiu no século XVI, e ambas faziam parte da estrada

romana que ligava a povoação ao restante império romano.

A ponte romana que ruiu estava situada a poucas dezenas de metros a

Jusante da actual ponte, também construída em pedra mas datada de finais do

Século XIX.

A antiga estrada romana descia pela actual Rua do Porto, subia pela

actual Rua do Vinhô, apanhava parte da actual Rua de Viriato passando

ao lado da povoação então existente, subia pelas actuais ruas Gago

Coutinho e Sacadura Cabral, passava na actual Avenida Augusto Luis Mendes, na área

conhecida por Carreira, seguindo pela actual Rua do Teixeiro em

direcção à ponte romana sobre a Ribeira de Loriga, também conhecida por Ribeira da

Nave e Ribeira das Courelas.

Entre a capela de S.Sebastião e o cemitério, existia um troço de

Calçada romana bem conservada que não deixava dúvidas a ninguém sobre a sua

verdadeira origem, mas infelizmente uma parte foi destruída e a

restante soterrada quando fizeram a estrada entre a Rua do Porto e o cemitério.

O património histórico nunca foi estimado em Loriga…

Numa zona propositadamente conhecida por Calçadas, já afastada da

vila, ainda existem vestígios bem conservados do primitivo pavimento da

estrada romana.

  • [ Por António Conde ]

Brasão de Loriga – Coat of arms

Heráldica Loriguense

Resumo do significado do brasão

Brasão: Escudo de azul escuro, uma Lorica em vermelho realçada de prata,entre

duas rodas hidráulicas a negro e realçadas de branco; Em chefe

uma estrela de ouro, e na base dois montes a verde.

Coroa mural de prata de quatro torres. Listel de prata,com a legenda a

negro:«LORIGA»

Bandeira da vila de Loriga – Flag

Bandeira: Esquartelada a azul e branco. Cordão e borlas de ouro. Haste

e lança de ouro. O azul e o branco representam o céu, as àguas límpidas,

a neve, a beleza, a pureza e as cores do início da nacionalidade portuguesa.

Selo: Redondo, contendo no seu interior os mesmos símbolos do brasão, e

com a legenda: «Junta de Freguesia de Loriga»

Principal simbologia: Como peça central a Lorica,antiga couraça

guerreira, origem do nome multimilenar, lembra as origens remotas da

povoação e a história antiga da vila.

As duas rodas hidráulicas simbolizam a duas vêzes centenária

indústria loriguense, criada com o engenho das gentes de Loriga e que

fizeram a vila destacar-se ainda mais na região. Eram as rodas

hidráulicas que moviam as primitivas fábricas instaladas ao longo

das duas ribeiras que banham a vila. Esses abundantes recursos

hídricos foram em tempos mais remotos aproveitados também para mover

moínhos.

A estrela de ouro simboliza a Serra da Estrela. Pode também

simbolizar a vila como uma estrela dentro da Estrela, e o ponto de

referência dos inúmeros emigrantes loricenses espalhados pelo mundo.

Os montes na base simbolizam os belos e verdejantes montes que

ladeiam o belíssimo Vale de Loriga e a sua espectacular Garganta de

Loriga, uma alusão à bela e sigular paisagem.

Para saberem mais sobre esta vila bela e histórica,visitem os melhores e

mais visitados sites sobre Loriga, e outros sites cujos links se seguem.


Os melhores sites sobre a terra-natal de Viriato / The best sites about the land of Viriathus














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Os melhores vídeos sobre a terra-natal de Viriato / The best videos about the land of Viriathus













Loriga - Centro histórico em primeiro plano 1LORIGA_FaugI

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LORIGA

Loriga is an ancient, beautiful and historic small portuguese town, located in the Serra da Estrela mountains.

Known as Lobriga by the Lusitanians and Lorica by the Romans, it is more than 2600 years old.

Notable people from Loriga include Viriathus ( known as Viriato in Portuguese ), a famous Lusitanian leader

and portuguese national hero.

Loriga as enormous touristics potentialities and they are the only ski resort and ski trails existing in Portugal

( Loriga is the Lusian Capital and the capital of the snow in Portugal ).

Loriga is a small town in Portugal located in Guarda District.

Loriga is 20 km away from the village of Seia, 40 km away from Viseu, 80 km away

from Guarda and 320 km from Lisbon. It is nestled in the Serra da Estrela

mountain range. The population is 1,367 (2005 estimate).

It is known as the “Portuguese Switzerland” due to its landscape: a small town

surrounded by mountains.

Known to be settled by the Lusitanians, the town is more than 2600 years old and

was part of the Roman province of Lusitania. It was known as Lobriga by the

Lusitanians and Lorica by the Romans.

Loriga became a textile manufacturing center in the begin-19th century. While that

industry has since dissipated, today the town attracts a sizable tourist trade

due to its picturesque scenery and vicinity to the Vodafone Ski Resort, the only

ski center in Portugal, totally inside the town limits.

Coordinates: 40°19′13.69″N 7°39′58.15″W / 40.3204694°N 7.6661528°W /

40.3204694; -7.6661528

Loriga

Civil Parish (Vila)

The valley parish of Loriga in the shadow of the Serra da Estrela

Official name: Vila de Loriga

Country – Portugal

Region – Centro, Portugal

Subregion – Serra da Estrela

District – Guarda

Municipality – Seia

Localities – Fontão, Loriga

Landmark – Torre (Serra da Estrela)

Rivers – Ribeira de São Bento, Ribeira de Loriga

Center Loriga

– elevation1,293 m (4,242 ft)

– coordinates40°19′13.69″N 7°39′58.15″W / 40.3204694°N 7.6661528°W /

40.3204694; -7.6661528

Length4.21 km (3 mi), Northwest-Southeast

Width13.78 km (9 mi), Southwest-Northeast

Area36.25 km² (14 sq mi)

Population1,367 (2005)

Density37.71 / km² (98 / sq mi)

LAU – Vila/Junta Freguesia

– location – Largo da Fonte do Mouro, Loriga

Timezone – WET (UTC0)

– summer (DST)WEST (UTC+1)

ISO 3166-2 codePT-

Postal Zone – 6270-073 Loriga

Area Code & Prefix(+351) 238 XXX XXX

Demonym – Loriguense or Loricense

Patron Saint – Santa Maria Maior

Parish Address – Largo da Fonte do Mouro, 1019

6270-073 Loriga

Statistics from INE (2001); geographic detail from Instituto Geográfico

Português (2010)

Loriga (Portuguese pronunciation: [loˈɾiɡɐ]) is a small town (Portuguese:

vila) in south-central part of the municipality of Seia, in central

Portugal. Part of the district of Guarda, it is 20 km away from the city of

Seia, 40 km away from Viseu, 80 km away from Guarda and 320 km from Lisbon,

nestled in the Serra da Estrela mountain range. In 2005, estimates have the

resident population at about 1367 inhabitants, in an area of 36.25 km² that

includes the two localities/villages of Loriga and Fontão.

History

Loriga was

founded originally along a column between ravines where today the historic

centre exists. The site was ostensibly selected more than 2600 years ago, owing

to its defensibility, the abundance of potable water and pasturelands, and

lowlands that provided conditions to practice both hunting and

gathering/agriculture.

When the Romans arrived in the region, the settlement was concentrated into two

areas. The larger, older and principal agglomeration was situated in the area of

the main church and Rua de Viriato, fortified with a wall and palisade. The

second group, in the Bairro de São Ginês, were some small homes constructed on

the rocky promintory, which were later appropriated by the Visigoths in order to

construct a chapel. The 1st century Roman road and two bridges (the second

was destroyed in the 17th century after flooding) connected the outpost of

Lorica to the rest of their Lusitanian province. The barrio of São Ginês (São

Gens), a local ex-libris, is the location of the chapel of Nossa Senhora do

Carmo, an ancient Visigothic chapel. São Gens, a Celtic saint, martyred in Arles

na Gália, during the reign of Emperor Diocletian, and over time the locals began

to refer to this saint as São Ginês, due to its easy of pronunciation.

Middle Ages

Loriga was the municipal seat since the 12th century,

receiving forals in 1136 (João Rhânia, master of the Terras de Loriga for over

two decades, during the reign of Afonso Henriques), 1249 (during the reign of

Afonso III), 1474 (under King Afonso V) and finally in 1514 (by King Manuel

I).

Loriga was an ecclesiastical parish of the vicarage of the Royal Padroado and

its Matriz Church was ordered constructed in 1233, by King Sancho II. This

church, was to the invokation of Santa Maria Maior, and constructed over the

ancient small Visigothic chapel (there is a lateral block with Visigoth

inscriptions visible). Constructed in the Romanesque-style it consists of a

three-nave building, with hints of the Sé Velha of Coimbra. This structure was

destroyed during the 1755 earthquake, and only portions of the lateral walls

were preserved.

The 1755 earthquake resulted in significant damage to the village

of Loriga, destroying homes and the parcochial residence, in addition to

opening-up cracks and faults in the village’s larger buildings, such as the

historic municipal council hall (constructed in the 13th century). An

emissary of the Marquess of Pombal actually visited Loriga to evaluate the

damage (something that did not happen in other mountainous parishes, even

Covilhã) and provide support.

The residents of Loriga supported the Absolutionist forces of the Infante Miguel

of Portugal against the Liberals, during the Portuguese Liberal Wars, which

resulted in Loriga being abandoned politically after Miguel’s explusion by his

brother King Peter. In 1855, as a consequence of its support, it was stripped

of municipal status during the municipal reforms of the 19th century. At the

time of its municipal demise (October 1855), the municipality of Loriga included

the parishes of Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim and

Vide, as well as thirty other disincorporated villages.

Loriga was an industrial centre for textile manufacturing during the 19th

century. It was one of the few industrialized centres in the Beira Interior

region, even supplanting Seia until the middle of the 20th century. Only

Covilhã out-preformed Loriga in terms of businesses operating from its lands;

companies such as Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão

& Irmãos, Augusto Luís Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral and Lorimalhas,

among others. The main roadway in Loriga, Avenida Augusto Luís Mendes, is

named for one of the villages most illustrious industrialists. The wool industry

started to decline during the last decades of the 20th century, a factor that

aggravated and accelerated the decline of the region.

Geography

Known

locally as the “Portuguese Switzerland” due to its landscape that includes a

principal settlement nestled in the mountains of the Serra da Estrela Natural

Park. It is located in the south-central part of the municipality of Seia,

along the southeast part of the Serra, between several ravines, but specifically

the Ribeira de São Bento and Ribeira de Loriga; it is 20 kilometres from

Seia, 80 kilometres from Guarda and 300 kilometres from the national capital

(Lisbon). A main small town is accessible by the national roadway E.N. 231, that

connects directly to the region of the Serra da Estrela by way of E.N.338 (which

was completed in 2006), or through the E.N.339, a 9.2 kilometre access that

transits some of the main elevations (960 metres near Portela do Arão or Portela

de Loriga, and 1650 metres around the Lagoa Comprida).

The region is carved by U-shaped glacial valleys, modelled by the movement of

ancient glaciers. The main valley, Vale de Loriga was carved by longitudanal

abrasion that also created rounded pockets, where the glacial resistance was

minor. Starting at an altitude of 1991 metres along the Serra da Estrela the

valley descends abruptly until 290 metres above sea level (around Vide), passing

villages such as Cabeça, Casal do Rei and Muro. The central town, Loriga, is

seven kilometres from Torre (the highest point), but the parish is sculpted by

cliffs, alluvial plains and glacial lakes deposited during millennia of glacial

erosion, and surrounded by rare ancient forest that surrounded the lateral

flanks of these glaciers.

Economy

Textiles are the principal

local export; Loriga was a hub the textile and wool industries during the

mid-19th century, in addition to being subsistence agriculture responsible for

the cultivation of corn. The Loriguense economy is based on metallurgical

industries, bread-making, commercial shops, restaurants and agricultural support

services.

While that textile industry has since dissipated, the town began to attract a

tourist trade due to its proximity to the Serra da Estrela and Vodafone Ski

Resort (the only ski center in Portugal), which was constructed within the

parish limits.

LORIGA – * LORICA LUSITANORUM

CASTRUM EST – História concisa de Loriga

Loriga é uma vila e freguesia portuguesa,situada

na Serra da Estrela, distrito da Guarda. Tem 36,52 km² de área, e

densidade populacional de 37,51 hab/km².

Loriga encontra-se a 80km da Guarda e 300km de Lisboa.

A vila é acessível pela EN 231, e tem acesso à Torre

pela EN 338, seguindo

um traçado projectado décadas atrás, com um percurso de 9.2

km de paisagens deslumbrantes, entre as cotas

960m (Portela de Loriga) e 1650m, acima da Lagoa

Comprida onde entronca com a EN 339.

A àrea urbana da vila encontra-se a uma altitude

que varia entre os 770m e os 1200m.

Gentílico:Loricense ou loriguense

Orago:Santa Maria Maior

Código Postal:6270

Há décadas foi chamada a “Suíça Portuguesa” devido às

características da sua belíssima paisagem. Está

situada a partir de 770m de altitude, rodeada por

montanhas,todas com mais de 1500m de altitude

das quais se destacam a Penha dos

Abutres (1828m de altitude) e a Penha do Gato

(1771m), e é abraçada por dois cursos de água: a

Ribeira de Loriga e a Ribeira de S.Bento,as quais

se unem depois da E.T.A.R. da vila.A Ribeira de

Loriga é um dos afluentes do Rio Alva.

Vila

A vila está dotada de uma ampla gama de infrastrutras,como por exemplo,a

Escola C+S Dr.Reis Leitão,a

Banda Filarmónica de Loriga, fundada em 1905, o corpo de Bombeiros

Voluntários de

Loriga, cujos serviços se desenvolvem na àrea do antigo Município

Loricense, a Casa de

Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas obras sociais de relevo,a

Associação Loriguense de Apoio

à Terceira Idade,o Grupo Desportivo Loriguense,fundado em 1934,Posto da

GNR,Correios,serviços bancários,

farmácia,Escola EB1 e pré-escolar, praia fluvial,estância de esqui (única

em Portugal),etc .

Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a

tradicional Amenta das Almas) e

festas em honra de S. António (durante o mês Junho) e S. Sebastião

(durante o mês de Julho), com as

respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das

festividades religiosas é a festa

dedicada NªSrª da Guia, padroeira da diáspora loricense, que se realiza

todos os anos, no primeiro

Domingo de Agosto.

Acordos de geminação:

Loriga celebrou acordo de geminação com:

A vila, actual cidade de Sacavém, no concelho de Loures, em 1 de Junho de

1996.

________________________________________________

História concisa de Loriga

Lorica,foi o nome dado pelos Romanos a Lobriga, povoação que foi,nos

Hermínius(actual Serra da Estrela),um forte bastião lusitano contra os

invasores romanos.Os Hermínius foram a maior fortaleza lusitana e Lorica

situada no coração dessa fortaleza,perto do ponto mais alto.Lorica,do

latim,é nome de antiga couraça guerreira,de que derivou Loriga,com o mesmo

significado.Os próprios soldados e legionários romanos usavam Lorica.Os

Romanos puseram-lhe tal nome,devido à sua posição estratégica na serra,e

ao seu protagonismo durante a guerra com os Lusitanos(* LORICA LUSITANORUM

CASTRUM EST).É um caso raro de um nome que se mantém praticamente

inalterado há dois mil anos,sendo altamente significativo da antiguidade e

da história da povoação(por isso,a couraça é a peça central e principal do

brasão histórico da vila).

A povoação foi fundada estratégicamente no alto de uma colina,entre duas

ribeiras,num belo vale de origem glaciar.Desconhece-se,como é evidente,a

longínqua data da sua fundação,mas sabe-se que a povoação existe há mais

de dois mil e seiscentos anos,e surgiu originalmente no mesmo local onde

hoje está o centro histórico da vila.No Vale de Loriga,onde a presença

humana é um facto há mais de cinco mil anos,existem actualmente,além da

vila,as aldeias de Cabeça,Muro,Casal do Rei,e Vide.

Da época pré- romana existe,por exemplo uma sepultura antropomórfica com

mais de dois mil anos,num local onde existiu um antigo santuário,numa

época em que o nome da povoação era Lobriga,etimologia de evidente origem

céltica.Lobriga,foi uma importante povoação fortificada,Celta e

Lusitana,na serra.

A tradição local,e diversos antigos documentos,apontam Loriga como tendo

sido berço de Viriato,que nasceu,sem dúvida,nos Hermínius,onde foi pastor

desde criança.É interessante a descrição existente no livro manuscrito

História da Luzitânia,do Bispo-Mor do Reino(1580):”…Sucedeu o pastor

Viriato,natural de Lobriga,hoje a villa de Loriga,no cimo da Serra da

Estrêla,Bispado de Coimbra,ao qual,aos quarenta annos de idade,aclamarão

Rey dos Luzitanos,e casou em Évora com huma nobre senhora no anno

147…”.A rua principal, da àrea mais antiga do centro histórico da vila

de Loriga,tem o nome de Viriato,em sua homenagem.

Ainda hoje existem partes da estrada,e uma das duas pontes(século I

a.C.),com que os Romanos ligaram Lorica ao restante império.A ponte romana

ainda existente,sobre a Ribeira de Loriga,está em bom estado de

conservação,e é um bom exemplar da arquitectura da época.

A estrada romana ligava Lorica a Egitânia (Idanha-a-Velha), Talabara

(Alpedrinha), Sellium (Tomar), Scallabis (Santarém), Olisipo (Lisboa) e a

Longóbriga (Longroiva), Verurium (Viseu), Balatucelum (Bobadela), Conímbriga

(Condeixa) e Aeminium (Coimbra).

Quando os romanos chegaram,a povoação estava dividida em dois núcleos

separados por poucas centenas de metros.O maior,mais antigo e principal

situava-se na àrea onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de

Viriato,sendo defendido por muros e paliçadas.O outro núcleo,constituído

apenas por algumas habitações,situava-se mais acima junto a um pequeno

promontório rochoso,em cima do qual mais tarde os Visigodos construíram

uma ermida dedicada a S.Gens.

Com o domínio romano,cresceu a importância de Lorica,uma povoação castreja

que recebeu populações de castros existentes noutros locais dos

Hermínius,e que entretanto foram abandonados.Isso aconteceu porque esses

castros estavam localizados em sítios onde a única vantagem existente era

a facilidade de defesa.Sítios que,ao contrário de Lorica,eram apenas um

local de refúgio,onde as habitações estavam afastadas dos recursos

necessários à sobrevivência,tais como àgua e solos aráveis.Um desses

castros abandonados,e cuja população se deslocou para Lorica,situava-se no

ainda conhecido Monte do Castelo,ou do Castro,perto da Portela de

Loriga.No século XVIII ainda eram visíveis as ruínas das fundações das

habitações que ali existiram,mas actualmente no local apenas se vêem

pedras soltas.

Loriga,foi também importante para os Visigodos,os quais deixaram uma

ermida dedicada a S.Gens,um santo de origem céltica,martirizado em

Arles,na Gália,no tempo do imperador Diocleciano.A ermida sofreu obras de

alteração e o orago foi substituído, passando a ser de Nossa Senhora do

Carmo.Com a passagem dos séculos,os loricenses passaram a conhecer o santo

por S.Ginês,hoje nome de bairro neste local do actual centro histórico da

vila.A actual derivação do nome romano,Loriga,começou a ser usada pelos

Visigodos.

A Igreja Matriz tem,numa das portas laterais,uma pedra com inscrições

visigóticas,aproveitada de um antigo pequeno templo existente no local

quando da construção datada de 1233.A antiga igreja,era um templo românico

com três naves,a traça exterior era semelhante à da Sé Velha de

Coimbra,tinha o tecto e abóbada pintados com frescos,e, quando foi

destruída pelo sismo de 1755,possuía nas paredes,quadros da escola de Grão

Vasco.Da primitiva igreja românica do século XIII restam partes das

paredes laterais.

Desde a reconquista cristã, que Loriga esteve sob a exclusiva influência

administrativa e eclesiástica de Coimbra,pertencendo também à Coroa e à

Vigariaria do Padroado Real,e foi o próprio rei (na época D.Sancho II) que

mandou construír a Igreja Matriz,cujo orago era,tal como hoje,de Santa

Maria Maior.Na segunda metade do século XII já existia a paróquia de

Loriga,e os fieis dos então poucos e pequenos lugares ou “casais” dos

arredores,vinham à vila assistir aos serviços religiosos.Alguns desses

lugares,hoje freguesias,foram,a partir do século XVI,adquirindo alguma

autonomia religiosa,começando por Alvoco,e seguindo-se Vide,Cabeça e

Teixeira.

A vila de Loriga,recebeu forais de João Rhânia(senhorio das Terras de

Loriga durante cerca de duas décadas,no tempo de D.Afonso Henriques)em

1136,de D.Afonso III em 1249,de D.Afonso V em 1474,e recebeu foral novo de

D.Manuel I em 1514.

Com D.Afonso III,a vila recebeu o primeiro foral régio,e em 1474,D.Afonso

V doou Loriga ao fidalgo Àlvaro Machado,herdeiro de Luís Machado,que era

também senhor de Oliveira do Hospital e de Sandomil,doação confirmada em

1477, e mais tarde por D.Manuel I.No entanto,após a morte do referido

fidalgo,a vila voltou definitivamente para os bens da Coroa.No século

XII,o concelho de Loriga abrangia a àrea compreendida entre a Portela de

Loriga(hoje também conhecida por Portela do Arão)e Pedras

Lavradas,incluindo as àreas das actuais freguesias de Alvoco da

Serra,Cabeça,Teixeira,e Vide.Na primeira metade do século XIX,em 1836,o

concelho de Loriga passou a incluír Valezim e Sazes da

Beira.Valezim,actual aldeia histórica,recebeu foral em 1201,e o concelho

foi extinto em 1836,passando a pertencer ao de Loriga. Alvoco da Serra

recebeu foral em 1514 e Vide recebeu foral no século XVII,mas voltaram a

ser incluídas no concelho de Loriga em 1828 e 1834 respectivamente,também

no início do século XIX.As sete freguesias que ocupam a àrea do antigo

município loricense, constituem actualmente a denominada Região de

Loriga.Essas freguesias constituem também a Associação de Freguesias da

Serra da Estrela,com sede na vila de Loriga.

Loriga,é uma vila industrializada(têxtil) desde o início do século

XIX,quando “aderiu” à chamada revolução industrial,mas,já no século XVI os

loricenses produziam bureis e outros panos de lã.Loriga,chegou a ser uma

das localidades mais industrializadas da Beira Interior,e a actual sede de

concelho só conseguiu ultrapassá-la em meados do século XX.Tempos houve em

que só a Covilhã ultrapassava Loriga em número de empresas.Demonstrativo

da genialidade dos loricenses,é que tudo isso aconteceu apesar dos acessos

difíceis à vila,os quais até à década de trinta do século XX,se resumiam à

velhinha estrada romana de Lorica,contruída no século I antes de

Cristo.Nomes de empresas,tais como Regato,Fândega,Leitão &

Irmãos,Redondinha,Tapadas,Augusto Luís Mendes,Moura

Cabral,Lorimalhas,Lages Santos,Nunes Brito,etc,fazem parte da rica

história industrial desta vila.A maior e principal avenida de Loriga tem o

nome de Augusto Luís Mendes,o mais destacado dos antigos industriais

loricenses.

Mais tarde,a metalurgia,a pastelaria,e mais recentemente,o turismo (Loriga

tem enormes potencialidades turisticas),passaram a fazer parte dos pilares

da economia da vila.

Outra prova do génio loricense é um dos exlíbris de Loriga,os inúmeros

socalcos e a sua complexa rede de irrigação,construídos ao longo de muitas

centenas de anos,e que transformaram um vale belo mas rochoso,num vale

fértil.

Mas, Loriga acabou por ser derrotada por um inimigo político e

administrativo, local e

nacional, contra o qual teve que lutar desde meados do século XIX.

A história da vila de Loriga é, aliás, um exemplo das consequências que os

confrontos de uma guerra civil podem ter no futuro de uma localidade e de

uma região. Loriga tinha a

categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo mas, por ter

apoiado os chamados Absolutistas contra os Liberais na guerra civil

portuguesa, teve o castigo de deixar de ser sede de concelho em 1855. A

conspiração movida

por desejos expansionistas da localidade que beneficiou com o facto,

precipitou os acontecimentos. Tratou-se de um grave erro

político e administrativo; foi, no mínimo, um caso de injusta vingança

política, numa época em que não existia democracia e reinavam o compadrio

e a corrupção, e assim começou o declínio de toda a região de Loriga

(antigo concelho de Loriga).

Se nada de verdadeiramente eficaz for feito, começando pela vila de

Loriga, esta região estará desertificada dentro de poucas décadas, o que,

tal como em relação a outras relevantes terras históricas do interior do

país, será com certeza considerado como uma vergonha nacional.

Confirmaria também a óbvia existência de graves e sucessivos erros nas

políticas de coesão,

administração e ordenamento do território. Para evitar tal situação,

vergonhosa para o país, é

necessário no mínimo por em prática o que já é reconhecido no papel:

desenvolver a vila de Loriga, pólo e centro da região.

Em Loriga existem a única estância e pistas de esqui existentes em

Portugal.Loriga,é a capital da neve em Portugal.

VIAS ROMANAS EM PORTUGAL – Vestígios Romanos Georeferenciados em Loriga

O nome Lorica aparece como sendo da época romana num documento medieval

visigótico com referências à zona. Foi aliás na época visigótica que

a “versão” Loriga começou a substituir o nome Lorica que vinha da época

romana, mas o nome original dado pelos romanos só caiu totalmente em

desuso durante a primeira metade do século XIII.

Depois, aparece novamente em documentos dos séculos X, XI, XII e XIII,

principalmente em documentos do século XII, inclusive quando se fala de

limites territoriais, onde até a actual Portela do Arão é referida como

Portela de Lorica, começando mais tarde a ser referida como Portela de

Aran, depois de Aarão, e finalmente do Arão.

A estrada romana de Lorica era uma espécie de estrada estratégica,

Destinada a ajudar a controlar os Montes Herminius onde, como se sabe, viviam tribos

lusitanas muito aguerridas. Esta estrada ligava entre si duas grandes vias

transversais, a que ligava Conimbriga, a norte, e a que ligava Iaegitania,

a sul. Não se sabe os locais exactos dos cruzamentos, mas tudo indica que a

norte seria algures perto da actual Bobadela.

Quanto aos vestígios da calçada romana original, eles podem encontrar-se

Na área das Calçadas, onde estiveram na origem deste nome, e dispersos em

pequenos vestígios até à zona da Portela do Arão, tratando-se da mesma

estrada.

A título de curiosidade, a estrada romana foi utilizada desde

que foi construída, provalvelmente por volta de finais do século I antes

de Cristo, até à década de trinta do século XX quando entrou em

funcionamento a actual EN231. Sem a estrada romana teria sido impossível o já por si

grande feito de Loriga se tornar um dos maiores pólos industriais têxteis da

Beira Interior durante o século XIX.

– Factos comprovados: Lorica era o antigo nome de Loriga, existiram duas

pontes romanas, uma delas ainda existe, e a outra, construída sobre a

Ribeira de S.Bento, ruiu no século XVI, e ambas faziam parte da estrada

romana que ligava a povoação ao restante império romano.

A ponte romana que ruiu estava situada a poucas dezenas de metros a

Jusante da actual ponte, também construída em pedra mas datada de finais do

Século XIX. A antiga estrada romana descia pela actual Rua do Porto, subia pela

actual Rua do Vinhô, apanhava parte da actual Rua de Viriato passando

ao lado da povoação então existente, subia pelas actuais ruas Gago

Coutinho e Sacadura Cabral, passava na actual Avenida Augusto Luis Mendes, na área

conhecida por Carreira, seguindo pela actual Rua do Teixeiro em

direcção à ponte romana sobre a Ribeira de Loriga, também conhecida por Ribeira da

Nave e Ribeira das Courelas.

Entre a capela de S.Sebastião e o cemitério, existia um troço de

Calçada romana bem conservada que não deixava dúvidas a ninguém sobre a sua

verdadeira origem, mas infelizmente uma parte foi destruída e a

restante soterrada quando fizeram a estrada entre a Rua do Porto e o cemitério.

O património histórico nunca foi estimado em Loriga…

Numa zona propositadamente conhecida por Calçadas, já afastada da

vila, ainda existem vestígios bem conservados do primitivo pavimento da

estrada romana.

( Apontamento conciso sobre a história da vila de Loriga )

Loriga@site2003

Concise note on the history of Loriga

Loriga is an ancient,beautiful and historic small portuguese

town,located in the Serra da Estrela mountains.

Known as Lobriga by the Lusitanians and Lorica by the Romans,it is

more 2600 years old.Lorica,was the name given by the Romans the

Lobriga,population the was,in the Hermínius(current Serra da Estrela

mountains)a strong Lusitanian bastion against the romans

invaders.The Hermínius had been the biggest lusitanian fortress and

situated Lorica in the heart of this fortress,close to the high

point.Lorica,latin it,is name of old warlike harness,from that it

derived Loriga,with signification.The Romans had the same put such

name to it,due to its strategical position in the mountain range,and

to its protagonism during the war with Lusitanians.(LORICA

LUSITANORUM CASTRUM EST).This a case rare of a name that if it

practically keeps unchanged has two a thousand years,being highly

significant of the antiquity and the history of the population(the

Lorica is the central piece in the coat of arms).

The population was established strategically in the high one of a

hill,between two banks,in an beautiful origin valley glacier,where

the presence human being exists has,at least,five a thousand

years.Ignore if as it is evident,remote date of the foundation,but

it is known that the population exists more than has two thousand

and six hundred years,and appeared originally in the same place

where today Valley of Loriga is the historical center of the town.No

exist currently,beyond the town,the villages of Cabeça,Muro,Casal do

Rei,and Vide.

Of the time daily pay Roman exists,for example an antropomorphus

sepulture,in a place where one old sanctuary existed,at a time where

the name of the population was Lobriga,etymology of evident origin

celtic.Lobriga,was an important strenghtened population,celtic and

lusitanian,in the mountain range.Notable people from Loriga include

Viriathus (known as Viriato in portuguese),a famous Lusitanian

leader and portuguese national hero.

The local tradition,and diverse old documents,point Loriga as having

been cradle of Viriathus,that was born,without a doubt,in the

Hermínius,where the existing description in the book was interesting

shepherd since child.The manuscript History of the Lusitania,of

Bispo-Mor do Reino(1580):”…Succeeded the Viriato shepherd,born in

Lobriga,today the small town of Loriga,in the top of a mountain of

the mountain range of the Star,Bishopric of the Coimbra,to which,the

forty years of age,will acclaim King of the Lusitanians,and married

in Évora with a noble lady in year 147…”.A main street,of the area

oldest of the historical center of the town has the name of

Viriathus.

Still today parts of the road,and one of the two bridges(century I

b.C.),with that the Romans had bound to Lorica to remain empire.A

bridge still existing Roman,on the bank of Loriga,it is in good

condition of conservation,and is a good unit of the architecture of

the time.The road Roman bound to Lorica the

Egittânia(Idanha-a-Velha),Talabara(Alpedrinha),Sellium(Tomar),

Scallabis(Santarém),Olisipo(Lisbon) and the

Longóbriga(Longroiva),Verurium(Viseu),Balatucellum(Bobadela),

Conímbriga(Condeixa) and Aeminium(Coimbra).

When the Romans arrived,the population were divided in two separate

nucleus for few hundreds of meters.The bigger and main he was placed

in the area where today the First Church and part of the Street of

Viriathus,being defended by walls and palisade.The exist another

nucleus,constituted only some habitations,it a small promontory

rocky.In local exists the Quarter of S.Ginês (S.Gens).

Loriga,was also important for the Visigods,which had left

ermida,probably the older christian temple construted in the

locality,dedicated to the S.Gens,a saint of celtic origin,martirize

in Arles,the Galia,the time of emperor Diocleciano.A suffered

workmanships from alteration and patron was substituted,starting to

be Ours Saint Mary Lady of the Carmo.With the ticket of the

centuries,the loricenses had started to know the saint for

S.Ginês,today name of a quarter of the historical center of the

town.A current derivation of the name,Loriga,started to be used for

the Visigods.

The first church has,in one of lateral doors,a rock with visigotics

registrations,used to advantage when of the construction dated of

1233 and was proper king ( in the time D.Sancho II ) ordered to

constrution.A old church,was a romanic temple with three ships,with

it traces fellow creature to the one of the old Sé de Coimbra,even

so the building had different dimensions,it had the ceiling one and

vault painted,and,when it was destroyed by the earthquake of year

1755,was possession pictures of the school of Grão Vasco in the

walls.

Since it reconquers christian,who Loriga was under the exclusive

real administrative influence and ecclesiastical of Coimbra,include

the Vigariaria do Padroado Real.In the second half of century XII

already existed the parish of Loriga,and the faithful of then the

small places or “couples”of the outskirts,came to the town to attend

the religious services.

The town of Loriga,received municipal charters (Forais) from

Rhãnia(seigniory João of Lands of Loriga in the time of D.Afonso

Henriques)in 1136,D.Afonso III in 1249,D.Afonso V in1474,and

received charter new from D.Manuel I in 1514.With D.Afonso III,the

town returned to the ownership of the Crown,and in 1474,D.Afonso V

donated to Loriga to the Àlvaro Machado noble,axe donation confirmed

in 1477,and later for D.Manuel I.But meanwhile,after he death of the

related noble,the town was enclosed definitively in the goods of the

Crowh.In the century XIII,the municipality of Loriga enclosed the

understood area enters the Portela de Loriga (today also known by

Portela do Arão) and Pedras Lavradas,including the areas of the

actuals clienteles of Alvoco da Serra,Cabeça,Teixeira,and Vide.In

the first half of the century XIX,in 1836,the municipality of Loriga

passed to enclosed the populations of the Valezim and Sazes da

Beira.Valezim,current historical village.Alvoco da Serra received

charter in 1514,and Vide received charter in the century XVII,but

the municipality of Loriga in 1828 had come back to be part do and

1834 respectively,also in beginning century XIX.The seven clienteles

who occupy the area of the old Loricense Municipality,currently

constitutes the called Region of Loriga and the Associação de

Freguesias da Serra da Estrela with head office in Loriga.

Loriga,is a industrial town(textile)since the beginning of century

XIX,when “it adhered”to the call industrial revolution,but,on longer

century XVI,the loricenses produced bureis and other cloths

woollen.Later,the metallurgy,the pastry shop,and more recently,the

tourism(Loriga as enormous touristics potentialities),pillars of the

economy had started to be part of them of town.In Loriga they are

the only ski resort and existing ski trails in Portugal.Loriga is

the Luso Capital and capital of the snow in Portugal.

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Brasão de Loriga – Coat of arms

Heráldica Loriguense

Resumo do significado do brasão

Brasão: Escudo de azul,uma Lorica em vermelho realçada de prata,entre

duas rodas hidráulicas a negro e realçadas de branco;Em chefe

uma estrela de ouro,e na base dois montes a verde.

Coroa mural de prata de quatro torres.Listel branco,com a legenda a

negro:«LORIGA»

Bandeira da vila de Loriga – Flag

Bandeira: Esquartelada a azul e branco. Cordão e borlas de ouro. Haste

e lança de ouro. O azul e o branco representam o céu, as àguas límpidas,

a neve, a beleza, a pureza e as cores antigas da bandeira portuguesa, recordando também

que durante muito tempo Loriga pertenceu directamente à coroa.

Selo: Redondo,contendo no seu interior os mesmos símbolos do brasão,e

com a legenda:«Junta de Freguesia de Loriga»

Simbologia: Como peça central a Lorica, antiga couraça

guerreira, origem do nome multimilenar, lembra as origens remotas da

povoação e a história antiga da vila.

As duas rodas hidráulicas simbolizam a duas vêzes centenária

indústria loriguense, criada com o engenho das gentes de Loriga e que

fizeram a vila destacar-se ainda mais na região. Eram as rodas

hidráulicas que moviam as primitivas fábricas instaladas ao longo

das duas ribeiras que banham a vila. Esses abundantes recursos

hídricos foram em tempos mais remotos aproveitados também para mover

moínhos.

A estrela de ouro simboliza principalmente a Serra da Estrela. Pode também

simbolizar a vila como uma estrela dentro da Estrela, e o ponto de

referência dos inúmeros emigrantes loricenses espalhados pelo mundo.

Os montes na base simbolizam os belos e verdejantes montes que

ladeiam o belíssimo Vale de Loriga e a sua espectacular Garganta de

Loriga, constituíndo uma paisagem única.

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LORIGA – INSTITUIÇÕES E ASSOCIAÇÕES DE LORIGA

INSTITUIÇÕES E ASSOCIAÇÕES LORICENSES

Algumas das instituições e associações mais emblemáticas de Loriga

Bombeiros Voluntários de Loriga

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Loriga,é uma das mais

prestigiadas e importantes associações loricenses. Fundada em 16 de Abril de 1982,

a sua criação veio satisfazer uma necessidade há muito sentida nesta vila industrial, assim como numa região como é a de Loriga.

Sociedade Recreativa e Musical Loriguense

Esta prestigiada associação loricense, é uma das que mais tem contribuído para,

através de música da mais alta qualidade, interpretada pela sua Banda Filarmónica,

levar o nome de Loriga e a rica cultura loricense a todo o país e ao estrangeiro.

Fundada em 1 de Julho de 1905, esta associação tem a sua sede num solar do século XVII,

o Solar dos Mendes.

Escola C+S de Loriga

As origens da Escola C+S de Loriga remontam a 1968 com a criação da então chamada

Escola Preparatória. A sua sede funcionou no Solar dos Mendes, local onde estavam também

a maioria das salas de aulas,e as instalações eram complementadas pelo antigo edifício da

Escola Primária, onde hoje é a sede da autarquia. As instalações foram sempre precárias e

insuficientes.Entretanto a escola foi reclassificada, tendo sido montados pavilhões

pré-fabricados para albergar os alunos que consequentemente aumentaram de número,

mas as instalações continuavam insuficientes e cada vêz mais degradadas. O desejo de

instalações próprias e condignas, existente desde 1968,fazia-se sentir com mais intensidade.

Em Novembro de 1996, foi finalmente inaugurado um edifício novo e emblemático da nova

Escola Reis Leitão, instalações cujo único defeito é não possuírem pavilhão gimnodesportivo.

Centro de Assistência Paroquial de Loriga

O Centro de Assistência Paroquial de Loriga,fundado em 25 de Julho de 1952,presta

relevantes serviços no apoio social,à infância e à terceira idade. Pertencem a esta

instituição, a creche, o infantário, e o lar de idosos da Casa de Repouso de Nossa Senhora da Guia.

Associação Loriguense de Apoio à Terceira Idade

A Associação Loriguense de Apoio à Terceira Idade foi fundada em 12 de Julho de 1990,

e tal como o nome indica, destina-se essencialmente ao apoio aos idosos,principalmente

aos mais desfavorecidos. Possui um centro de dia no centro histórico da vila, e presta apoio domiciliário.

Grupo Desportivo Loriguense

O Grupo Desportivo Loricense foi fundado em 8 de Abril de 1934,transformando-se

rápidamente numa importante e carismática associação desportiva, mas também

cultural.

Associação dos Naturais e Amigos de Loriga

Esta prestigiada associação foi fundada em 1987 por loricenses dos tais que, por

conta própria ou dentro de qualquer instituição ou associação loricense, trabalham

incansavelmente para promover a sua terra-natal e contribuir para a resolução dos

poblemas que a afectam. Loriga deve muito a estes loricenses que, embora não

residam na vila, têm lá os seus corações e as suas almas, aqueles que
desenvolvem permanentemente um imenso trabalho pessoal ou colectivo
(conforme a opção) pela terra que os viu nascer. A A.N.A.L.O.R publica
um jornal, o Garganta de Loriga, que é um importante meio de comunicação
entre os loricenses espalhados pelo país e pelo mundo. Através dos
artigos de António Conde, um conhecido historiador e benfeitor de

Loriga, publicados nesse jornal, os loricenses acordaram para o conhecimento da

sua história mais remota. Aliás, Loriga e a sua história têm sido divulgadas pelo

Sr. Conde através dos mais diversos meios de comunicação portugueses e

estrangeiros e nos mais diversos sites, desde a Wikipédia até sites de grande

nível cultural.

Irmandade do Santíssimo Sacramento e das Almas de Loriga

Esta instituição, de carácter religioso, é histórica e as suas origens mais remotas

encontram-se no século XIV, e desde finais do século XVI que tem o nome e os

moldes actuais. Noutros tempos chegou a funcionar como se fosse a Santa Casa

da Misericórdia de Loriga, embora nunca tivesse esse nome.

Centro Loriguense de Belém do Pará

Esta foi a primeira associação loricense criada fora de Loriga,e foi também a

primeira a ser criada no estrangeiro. Foi fundada em 4 de Julho de 1937 no

seio da importante colónia loricense, que desde o século XIX existia em Belém,

mas também em Manaos, havendo também loricenses noutras partes do Brasil

desde o século XVII. Aliás foi a colónia de Manaos que construíu os monumentais

fontanários que podem admirar-se na vila.

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Freguesias da Região de Loriga [área

do antigo Município Loricense]

As seis freguesias que rodeiam Loriga,e que fazem parte da Associação de

Freguesias da Serra da Estrela,com sede nesta vila.

Alvoco da Serra

Alvoco da Serra é uma freguesia portuguesa da Região de Loriga, com 37,57 km²

de área e 646 habitantes (2001). Densidade: 17,2 hab/km².

A freguesia é constituída por cinco localidades: Alvoco da Serra (sede da freguesia),

Outeiro da Vinha, Vasco Esteves de Baixo, Vasco Esteves de Cima e Aguincho.

Alvoco da Serra recebeu foral de D. Manuel I em 17 de Fevereiro de 1514,data em

que deixou de pertencer ao concelho de Loriga. Foi vila e sede de concelho entre

esta data e 1828, ano em que o concelho foi extinto. Tinha, em 1801, 667

habitantes. Entre 1828 e 1855 pertenceu novamente ao concelho de Loriga, após o

que passou a integrar o concelho de Seia.

Cabeça

Cabeça é uma freguesia portuguesa da Região de Loriga, com 8,55 km² de área e

229 habitantes (2001). Densidade: 26,8 hab/km². Durante muitos anos foi

conhecida como São Romão de Cabeça.Até ao século XIX pertenceu ao concelho,

à paróquia e à freguesia de Loriga.

A sua população vive em grande parte da agricultura e da pastorícia.

António de Almeida Santos, ministro em vários Governos, ex-presidente da

Assembleia da República, filho de uma loricense, nasceu em Cabeça, numa época

em que a sua mãe dava aulas na escola primária local.

Sazes da Beira

Sazes da Beira é uma freguesia portuguesa da Região de Loriga, com 6,39 km²

de área e 341 habitantes (2001). Densidade: 53,4 hab/km².

A primeira fixação definitiva deu-se (supõe-se) no século XV, no lugar chamado

de “Sazes Velho”.

Em 1527 tinha a aldeia 65 pessoas. No entanto e continuando à procura de

proximidade da água levou à fundação do que é hoje a aldeia de Sazes da Beira

propriamente dita. Não se sabe a data da fundação da sua freguesia/paróquia,

mas sabe-se que foi no início do século XVIII.Em 1731 é edificada a sua Igreja

Matriz.

Desde a sua fundação, Sazes pertenceu sempre ao concelho de Sandomil até à

extinção deste em 1836, data em que passou a pertencer ao município de Loriga.

No meio de todas as remodelações administrativas sofridas (em que Sandomil

esteve prestes a pertencer ao concelho de Loriga), a freguesia de Sazes

(correspondente a todo o território da sua paróquia) pertenceu ao concelho de

Loriga até 1855,data em que este foi extinto.

Teixeira

Teixeira é uma freguesia portuguesa da Região de Loriga, com 12,88 km² de

área e 233 habitantes (2001). Densidade: 18,1 hab/km².

Pertenceu ao concelho de Loriga até 1514 data em que Alvoco da Serra

recebeu foral de D. Manuel I, passando depois a fazer parte do novo concelho

da Vide no início do século XVII.

Voltou a ser incluída no município de Loriga, com a extinção do concelho de

Vide em 1834, e até 1855. Passa então para o concelho de Seia ao qual

pertence actualmente.

Valezim

Valezim é uma freguesia portuguesa da Região de Loriga, com 10,94 km² de área,

382 habitantes (2001) e densidade populacional de 34,9 hab/km².

A hipótese mais aceite é que o nome provém de vallecinus (palavra do latim para

vale pequeno). Curiosamente, uma antiga lenda sobre a origem do nome de

Valezim nasceu de um facto histórico real relacionado com Loriga. Diz a lenda:

“Tendo sido expulsos de Loriga, os mouros chegaram àquele vale e exclamaram:

Neste vale sim! As duas palavras foram unidas dando origem ao nome Valesim.”

De facto os mouros foram expulsos de Loriga, mas não falavam português.

As principais actividades económicas da população estão ligadas à agricultura e

pastorícia, turismo de habitação e à construcção civil.

O seu primeiro foral é atribuído em 1201, por D. João de Foyle. Em 1514 é

renovado por D. Manuel I, e passa constituir um concelho formado apenas pela

freguesia da sede. Entre os anos de 1836 e 1855 pertenceu ao concelho de Loriga.

Nessa data foi integrado no concelho de Seia, onde pertence.

A sua maior festividade é em honra de Nossa Senhora da Saúde, realizada

anualmente, no primeiro Domingo de Setembro.

Vide

Vide é uma freguesia portuguesa da Região de Loriga, com 51,25 km² de área

e 843 habitantes (2001), com uma densidade populacional de 16,4 hab/km².

Está situada na zona centro do país, no Parque Natural da Serra da Estrela,

a uma distância de 25 Km da Torre.

A freguesia engloba as seguintes e pequenas povoações anexas:

Abitureira,Baiol,Balocas,Baloquinhas,Barreira,Barriosa,

Barroco da Malhada,Borracheiras,Carvalhinho,Casal do Rei,Casas Figueiras,Cide,

Chão Cimeiro,Coucedeira,Costeiras,Fontes do Cide,Foz da Rigueira,Foz do Vale,

Frádigas,Gondufo,Lamigueiras,Malhada das Cilhas,Monteiros,Muro

,Obra,Outeiro,Ribeira,Rodeado,Sarnadinha,Silvadal e Vale do Cide.

Pertenceu ao concelho de Loriga até ao início do século XVII,época em que

recebeu foral.Foi vila e sede de concelho até ao início do século XIX (1834),

tendo nessa época passado a pertencer novamente ao município loriguense

até 1855, ano em que foi integrado no concelho de Seia. Em 1801 era constituído

apenas pela freguesia da sede e tinha 750 habitantes.

Últimos estudos, levados a cabo em 2002, confirmam que o povoamento do

Vale de Loriga em cujo extremo se encontra Vide, remonta aos finais do Paleolítico

Superior.

Entre as zonas de Entre-águas e de Ferradurras, nesta freguesia, há alguns núcleos

rochosos que possuem várias inscrições rupestres, os maiores descobertos até

agora, que foram objecto de estudo por parte da Associação Portuguesa de

Investigação Arqueológica, e que segundo os traços gerais apresentados,

pertencem à Idade do Bronze. A aldeia da Vide tem vários acessos sendo os

principais a EN 230, que vem de Oliveira do Hospital, e a EN 238, na Portela de

Loriga, cruzamento com a EN 231 que liga Loriga a Seia.

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LORIGA – TERRA DE VIRIATO –

Viriathus was born in Loriga

VIRIATO

“…Sucedeu o pastor Viriato,natural de Lobriga,hoje a vila de Loriga,no

cimo na Serra da Estrêla,Bispado de Coimbra;Ao qual,tendo quarenta anos de

idade,aclamaram Rei dos Lusitanos e casou em Évora com uma nobre

Senhora,no ano 147.

Prendeu em batalha, ao Pretor romano Caio Vetílio e lhe degolou 4000

soldados;A Caio Lucitor,daí a uns dias,matou 6000.

Ao capitão Caio Plaucio ,matou Viriato mais de 4000 junto de

Toledo.Reforçou-se o dito capitão,e dando batalha junto de Évora,prendeu

4000 soldados.

No ano 146,o Pretor Cláudio Unimano lhe deu batalha e de todo foi

destruído por Viriato,que repartiu os despojos pelos soldados,pondo nos

montes mais altos da Lusitânia,os estendartes romanos…”

(Página do livro manuscrito História da Lusitânia,do Bispo Mor do

Reino,1580,”traduzida” do português arcaico para o actual)

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-Algumas citações de alguns dos mais importantes antigos historiadores

romanos:

*** -“Viriato,um lusitano de nascimento,sendo pastor desde criança nas

altas montanhas*,foi para todos os Romanos motivo do maior terror.A

princípio armando emboscadas,depois devastando províncias,por último

vencendo,pondo em fuga,subjugando exércitos de Pretores, e Cônsules

romanos.”(Orósio(5.4.1)

*** -“Viriato,nascido e criado nas mais altas montanhas* da Lusitânia,onde

foi pastor desde criança,conseguiu reunir o apoio de todo o seu povo para

sacudir o jugo romano e fundar uma grande nação livre na

Hispânia”(Floro(1.33)

*** -“…Este Viriato era originário dos Lusitanos…Sendo pastor desde

criança,estava habituado a uma vida dura nas altas montanhas*…Famoso

entre as populações,foi por eles escolhido como chefe…(Diodoro

Sículo(33.1.1-4)….

*Hermínius,actual Serra da Estrela

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-Todos os grandes historiadores,começando pelos romanos antigos,elogiam as

grandes qualidades de Viriato.Nelas se destacam,a inteligência,o

humanismo,a capacidade de liderança,e a sua grande visão de estratega

militar e político.A este grande homem,que liderou os

Lusitanos,antepassados dos portugueses,os romanos só conseguiram vencer

recorrendo à vergonhosa traição cobarde.Este homem,tal como outros que

ficaram na história,tinha origens humildes,provando-se na época,tal como

hoje,que as capacidades individuais não dependem do estrato social,nem das

habilitações académicas.

Viriato,era apenas um pastor,habituado desde criança a percorrer as

montanhas dos Herminius(actual Serra da Estrêla),onde nasceu,e que

conhecia como as palmas das suas mãos,inclusivé as povoações lusitanas da

serra.A Lobriga,sua terra-natal,um povoado fortificado situado

estratégicamente próximo do ponto mais alto da serra,os romanos puseram o

nome de Lorica(antiga couraça guerreira).

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– Os Romanos chamaram Lorica,nome de antiga couraça guerreira(LORICA

LUSITANORUM CASTRUM EST),à povoação lusitana,fortificada, de Lobriga,nome

de evidente etimologia céltica.O nome Lorica foi escolhido devido à sua

posição estratégica no coração dos Herminius,e ao papel desempenhado

durante a resistência contra os invasores romanos numa serra que era a

maior fortaleza lusitana.Do latim, Lorica,derivou Loriga,com o mesmo

significado,e esta derivação do nome latino começou a ser usada pelos

Visigodos.Um caso raro de um nome que se mantém praticamente inalterado há

dois mil anos,sendo altamente significativo da história e da antiguidade

da povoação(por isso,a couraça é a peça central do brasão histórico da

vila).

Loriga,existe há mais de vinte e seis séculos,e a povoação foi fundada

estratégicamente e originalmente no alto de uma colina,entre duas

ribeiras, na àrea onde hoje existe o centro histórico da vila.A rua

principal da àrea mais antiga do centro histórico da vila tem o nome de

Viriato em sua homenagem.Exactamente na àrea onde,há mais de dois mil e

seiscentos anos,foram feitas as primeiras habitações pelos antepassados

dos loricenses.

Da época pré-romana existe,por exemplo,uma sepultura antropomórfica,num

local onde existiu um antigo santuário.

Existem ainda troços da estrada romana,e uma das duas pontes(sec.I a.C.)

com que os Romanos ligaram Lorica ao restante império.Esta estrada ligava

Lorica a

Egitânia(Idanha-a-Velha),Talabara(Alpedrinha),Sellium(Tomar),Scallabis(Santarém),Olisipo(Lisboa),e

a

Longóbriga(Longróiva),Verurium(Viseu),Balatucelum(Bobadela),Conímbriga(Condeixa)e

Aeminium(Coimbra).

Quando os Romanos chegaram,a povoação estava dividida em dois núcleos.O

maior e principal,situava-se na àrea onde hoje existem a Igreja Matriz e a

parte superior da Rua de Viriato,e estava protegido por muros e

paliçadas.O outro núcleo,constituído por poucas habitações,estava

localizado junto de um promontório rochoso onde hoje existe o Bairro de

S.Ginês ( S.Gens ).

A vila de Loriga,recebeu forais de João Rhânia(senhorio das Terras de

Loriga no tempo de D.Afonso Henriques),e dos reis D.Afonso III,D.Afonso V,

e D.Manuel I,nos séculos XII,XIII,XV e XVI,respectivamente.

Eclesiaticamente,Loriga pertencia à Vigariaria do Padroado Real,sob a

dependência de Coimbra,e a Igreja Matriz,dedicada a Santa Maria Maior,foi

mandada construír pelo rei D.Sancho II em 1233.Era um templo românico de

três naves e traça exterior semelhante à da Sé Velha de Coimbra.Foi

destruída pelo sismo de 1755.

O concelho de Loriga(actual Região de Loriga)incluíu a àrea onde hoje

existem as freguesias de Alvoco da Serra,Cabeça,Sazes da

Beira,Teixeira,Valezim,e Vide.Inicialmente,desde o século XII,até ao

início do século XIX,o Município Loricense,e até à inclusão de Valezim,não

ia além da Portela de Loriga.

Alvoco da Serra,que recebera foral no século XVI,foi reintegrado no

Concelho de Loriga no início do século XIX.Vide,que recebera foral no

século XVII,foi reintegrada no Município Loricense na mesma época.

A bela e histórica Loriga é uma vila industrial desde princípios do século

XIX.Chegou a ser uma das localidades mais industrializadas da Beira

Interior,e só foi ultrapassada pela actual sede de concelho em meados do

século XX.O grande dinamismo dos loricenses ultrapassou até os maus

acessos,já que,durante mais de dois mil anos,e até à década de trinta do

século XX,a única estrada existente era a velhinha estrada romana.

Mas,o génio dos loricenses está também patente no que é um dos exlibris de

Loriga:Os socalcos e a sua complexa rede de irrigação que são ainda a

marca inconfundível da paisagem loricense.Ao longo de centenas de anos,os

loricenses construíram aquela obra gigantesca,tranformando um vale belo

mas pedregoso,num vale fértil.

Loriga,tem enormes potencialidades turísticas,e as únicas pistas e

estância de esqui existentes em Portugal,estão localizadas em

Loriga.Loriga,é a capital da neve em Portugal.

As actuais sete freguesias do antigo Concelho de Loriga( incluindo a vila

),e as suas mais de trinta localidades anexas,constituem a Região de

Loriga.As mesmas localidades constituem também a Associação de Freguesias

da Serra da Estrela,com sede na vila de Loriga.

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VIRIATHUS WAS BORN IN LORIGA

In 147 b.C.,thousands of Lusitanian warriors found themselves surrounded

by the military forces of magistrate Caio Vetílio.At first this seemed

like just another Roman attempt to seize the Iberian Península in the on

going war in which the Roman Republic had led for years.But pursued by the

enemy,the Lusitanians elect one of their own and hand him absolute

power.Born in Lobriga,Lusitania,Lorica for the Romans,current Loriga in

Portugal,this man,who for seven will taunt the Romans,is called Viriathus.

Between 147 and 139,the year in which he was killed (murder by Romans,he

was assassinated while sleeping),Viriathus successively defeated Roman

armies,led a greater part of the iberian peoples into revolt and was

responsible for the beginning of the war of Numância.

After the murder,the Lusitanian guerrilla was continued to resist,”the

women boke arms with the men,who died wiht a will,not a man of them

showing his back,or uttering a cry.Of the women who were captured some

killed themselves,others slew their children also with their own

hands,considering death preferable to captivity”.

Viriathus,is considered the first Lusian figure,and also national hero in

Portugal.It was born without a doubt in the Hermínius,current Serra da

Estrela,wehere he was shepherd since child,more precisely in

Lobriga,Lorica for the Romans,current Loriga,in Portugal.

Viriathus,was praised had to is great qualities human beings,and of great

strategist to military and diplomat,inclusively for the old Romans

historians.Viriathus,proved that at the time,such as today,the individual

capacities do not depend on the social estratum nor of the academical

qualifications.Viriathus,was only one shepherd,accustomed since child to

cover mountains of the heart of the Lusitania.

Roman,the superpower of the time,only obtained to arrange away it to

win,resort to the shameful and dishonourable treason coward!Curiously,it

was after an act of high treason of the part of the Romans,wich cost the

life the thousand of disarmed Lusitanians,that Viriathus was elect to

leader for is compatriots.

Viriathus,leader that it directed with effectiveness the resistence of the

Lusitanians,ancestors of the Portugueses,against a powerful invader,is

considered since its time an example to follow.

Viriathus,was a true military genious,politician and

diplomat.But,moreover,he was the defender of a world asphyxiated by the

great Roman dominion.The world in which he very roots of Portugal are

implanted.

Viriathus,is a real portuguese national hero.

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LORIGA

Loriga is an ancient, beautiful and historic small portuguese town, located

in the Serra da Estrela mountains.

Known as Lobriga by the Lusitanians and Lorica by the Romans, it is more

than 2600 years old.

Notable people from Loriga include Viriathus ( known as Viriato in

Portuguese ), a famous Lusitanian leader and portuguese national hero.

Loriga as enormous touristics potentialities and they are the only ski

resort and ski trails existing in Portugal ( Loriga is the Lusian Capital

and the capital of the snow in Portugal ).

Loriga is a small town in Portugal located in Seia Municipality, Guarda District.

Loriga is 20 km away from the city of Seia, 40 km away from Viseu, 80 km away

from Guarda and 320 km from Lisbon. It is nestled in the Serra da Estrela

mountain range. The population is 1,367 (2005 estimate).

It is known as the “Portuguese Switzerland” due to its landscape: a small town

surrounded by mountains.

Known to be settled by the Lusitanians, the town is more than 2600 years old and

was part of the Roman province of Lusitania. It was known as Lobriga by the

Lusitanians and Lorica by the Romans.

Loriga became a textile manufacturing center in the begin-19th century. While that

industry has since dissipated, today the town attracts a sizable tourist trade

due to its picturesque scenery and vicinity to the Vodafone Ski Resort, the only

ski center in Portugal, totally inside the town limits.

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LORIGA – Vila de PORTUGAL

LORIGA

Loriga é uma vila e freguesia portuguesa,situada

na Serra da Estrela, distrito da Guarda. Tem 36,52

km² de área, e densidade populacional de 37,51 hab/km² (2005).

Loriga encontra-se a 80km da Guarda e 300km de Lisboa.

A vila é acessível pela EN 231, e tem acesso à Torre

pela EN 338, seguindo

um traçado projectado décadas atrás, com um percurso de 9.2

km de paisagens deslumbrantes, entre as cotas

960m (Portela de Loriga) e 1650m, acima da Lagoa

Comprida onde entronca com a EN 339.

A àrea urbana da vila encontra-se a uma altitude

que varia entre os 770m e os 1200m.

Gentílico:Loricense ou loriguense

Orago:Santa Maria Maior

Código Postal:6270

Há décadas foi chamada a “Suíça Portuguesa” devido às

características da sua belíssima paisagem. Está

situada a partir de 770m de altitude, rodeada por

montanhas,todas com mais de 1500m de altitude

das quais se destacam a Penha dos

Abutres (1828m de altitude) e a Penha do Gato

(1771m), e é abraçada por dois cursos de água: a

Ribeira de Loriga e a Ribeira de S.Bento,as quais

se unem depois da E.T.A.R. da vila.A Ribeira de

Loriga é um dos afluentes do Rio Alva.

VILA

A vila está dotada de uma ampla gama de infrastrutras,como por exemplo,a

Escola C+S Dr.Reis Leitão,a Banda Filarmónica de Loriga, fundada em 1905,

o corpo de Bombeiros Voluntários de Loriga, cujos serviços se desenvolvem

na àrea do antigo Município Loricense, a Casa de Repouso Nª. Srª. da Guia,

uma das últimas obras sociais de relevo,a Associação Loriguense de Apoio à

Terceira Idade,o Grupo Desportivo Loriguense,fundado em 1934,Posto da

GNR,Correios,serviços bancários,farmácia,Escola EB1 e pré-escolar, praia

fluvial,estância de esqui (única em Portugal),etc .

Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a

tradicional Amenta das Almas) e festas em honra de S. António (durante o

mês Junho) e S. Sebastião (durante o mês de Julho), com as respectivas

mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades

religiosas é a festa dedicada NªSrª da Guia, padroeira da diáspora

loricense, que se realiza todos os anos, no primeiro Domingo de Agosto.

Acordos de geminação:

Loriga celebrou acordo de geminação com:

A vila, actual cidade de Sacavém, no concelho de Loures, em 1 de Junho de

1996.

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HISTÓRIA CONCISA DE LORIGA

Lorica,foi o nome dado pelos Romanos a Lobriga, povoação que foi,nos

Hermínius(actual Serra da Estrêla),um forte bastião lusitano contra os

invasores romanos.Os Hermínius foram a maior fortaleza lusitana e Lorica

situada no coração dessa fortaleza,perto do ponto mais alto.Lorica,do

latim,é nome de antiga couraça guerreira,de que derivou Loriga,com o mesmo

significado.Os próprios soldados e legionários romanos usavam Lorica.Os

Romanos puseram-lhe tal nome,devido à sua posição estratégica na serra,e

ao seu protagonismo durante a guerra com os Lusitanos(* LORICA LUSITANORUM

CASTRUM EST).É um caso raro de um nome que se mantém praticamente

inalterado há dois mil anos,sendo altamente significativo da antiguidade e

da história da povoação(por isso,a couraça é a peça central e principal do

brasão histórico da vila).

A povoação foi fundada estratégicamente no alto de uma colina,entre duas

ribeiras,num belo vale de origem glaciar.Desconhece-se,como é evidente,a

longínqua data da sua fundação,mas sabe-se que a povoação existe há mais

de dois mil e seiscentos anos,e surgiu originalmente no mesmo local onde

hoje está o centro histórico da vila.No Vale de Loriga,onde a presença

humana é um facto há mais de cinco mil anos,existem actualmente,além da

vila,as aldeias de Cabeça,Muro,Casal do Rei,e Vide.

Da época pré- romana existe,por exemplo uma sepultura antropomórfica com

mais de dois mil anos,num local onde existiu um antigo santuário,numa

época em que o nome da povoação era Lobriga,etimologia de evidente origem

céltica.Lobriga,foi uma importante povoação fortificada,Celta e

Lusitana,na serra.

A tradição local,e diversos antigos documentos,apontam Loriga como tendo

sido berço de Viriato,que nasceu,sem dúvida,nos Hermínius,onde foi pastor

desde criança.É interessante a descrição existente no livro manuscrito

História da Luzitânia,do Bispo-Mor do Reino(1580):”…Sucedeu o pastor

Viriato,natural de Lobriga,hoje a villa de Loriga,no cimo da Serra da

Estrêla,Bispado de Coimbra,ao qual,aos quarenta annos de idade,aclamarão

Rey dos Luzitanos,e casou em Évora com huma nobre senhora no anno

147…”.A rua principal, da àrea mais antiga do centro histórico da vila

de Loriga,tem o nome de Viriato,em sua homenagem.

Ainda hoje existem partes da estrada,e uma das duas pontes(século I

a.C.),com que os Romanos ligaram Lorica ao restante império.A ponte romana

ainda existente,sobre a Ribeira de Loriga,está em bom estado de

conservação,e é um bom exemplar da arquitectura da época.

A estrada romana ligava Lorica a Egitânia (Idanha-a-Velha),Talabara

(Alpedrinha),Sellium (Tomar),Scallabis (Santarém),Olisipo (Lisboa) e a

Longóbriga (Longroiva),Verurium (Viseu),Balatucelum (Bobadela),Conímbriga

(Condeixa)e Aeminium (Coimbra).

Quando os romanos chegaram,a povoação estava dividida em dois núcleos

separados por poucas centenas de metros.O maior,mais antigo e principal

situava-se na àrea onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de

Viriato,sendo defendido por muros e paliçadas.O outro núcleo,constituído

apenas por algumas habitações,situava-se mais acima junto a um pequeno

promontório rochoso,em cima do qual mais tarde os Visigodos construíram

uma ermida dedicada a S.Gens.

Com o domínio romano,cresceu a importância de Lorica,uma povoação castreja

que recebeu populações de castros existentes noutros locais dos

Hermínius,e que entretanto foram abandonados.Isso aconteceu porque esses

castros estavam localizados em sítios onde a única vantagem existente era

a facilidade de defesa.Sítios que,ao contrário de Lorica,eram apenas um

local de refúgio,onde as habitações estavam afastadas dos recursos

necessários à sobrevivência,tais como àgua e solos aráveis.Um desses

castros abandonados,e cuja população se deslocou para Lorica,situava-se no

ainda conhecido Monte do Castelo,ou do Castro,perto da Portela de

Loriga.No século XVIII ainda eram visíveis as ruínas das fundações das

habitações que ali existiram,mas actualmente no local apenas se vêem

pedras soltas.

Loriga,foi também importante para os Visigodos,os quais deixaram uma

ermida dedicada a S.Gens,um santo de origem céltica,martirizado em

Arles,na Gália,no tempo do imperador Diocleciano.A ermida sofreu obras de

alteração e o orago foi substituído, passando a ser de Nossa Senhora do

Carmo.Com a passagem dos séculos,os loricenses passaram a conhecer o santo

por S.Ginês,hoje nome de bairro neste local do actual centro histórico da

vila.A actual derivação do nome romano,Loriga,começou a ser usada pelos

Visigodos.

A Igreja Matriz tem,numa das portas laterais,uma pedra com inscrições

visigóticas,aproveitada de um antigo pequeno templo existente no local

quando da construção datada de 1233.A antiga igreja,era um templo românico

com três naves,a traça exterior era semelhante à da Sé Velha de

Coimbra,tinha o tecto e abóbada pintados com frescos,e, quando foi

destruída pelo sismo de 1755,possuía nas paredes,quadros da escola de Grão

Vasco.Da primitiva igreja românica do século XIII restam partes das

paredes laterais.

Desde a reconquista cristã, que Loriga esteve sob a exclusiva influência

administrativa e eclesiástica de Coimbra,pertencendo também à Coroa e à

Vigariaria do Padroado Real,e foi o próprio rei(na época D.Sancho II)que

mandou construír a Igreja Matriz,cujo orago era,tal como hoje,de Santa

Maria Maior.Na segunda metade do século XII já existia a paróquia de

Loriga,e os fieis dos então poucos e pequenos lugares ou “casais” dos

arredores,vinham à vila assistir aos serviços religiosos.Alguns desses

lugares,hoje freguesias,foram,a partir do século XVI,adquirindo alguma

autonomia religiosa,começando por Alvoco,e seguindo-se Vide,Cabeça e

Teixeira.

A vila de Loriga,recebeu forais de João Rhânia(senhorio das Terras de

Loriga durante cerca de duas décadas,no tempo de D.Afonso Henriques)em

1136,de D.Afonso III em 1249,de D.Afonso V em 1474,e recebeu foral novo de

D.Manuel I em 1514.

Com D.Afonso III,a vila recebeu o primeiro foral régio,e em 1474,D.Afonso

V doou Loriga ao fidalgo Àlvaro Machado,herdeiro de Luís Machado,que era

também senhor de Oliveira do Hospital e de Sandomil,doação confirmada em

1477, e mais tarde por D.Manuel I.No entanto,após a morte do referido

fidalgo,a vila voltou definitivamente para os bens da Coroa.No século

XII,o

concelho de Loriga abrangia a àrea compreendida entre a Portela de

Loriga(hoje também conhecida por Portela do Arão)e Pedras

Lavradas,incluindo as àreas das actuais freguesias de Alvoco da

Serra,Cabeça,Teixeira,e Vide.Na primeira metade do século XIX,em 1836,o

concelho de Loriga passou a incluír Valezim e Sazes da

Beira.Valezim,actual aldeia histórica,recebeu foral em 1201,e o concelho

foi extinto em 1836,passando a pertencer ao de Loriga. Alvoco da Serra

recebeu foral em 1514 e Vide recebeu foral no século XVII,mas voltaram a

ser incluídas no concelho de Loriga em 1828 e 1834 respectivamente,também

no início do século XIX.As sete freguesias que ocupam a àrea do antigo

município loricense, constituem actualmente a denominada Região de

Loriga.Essas freguesias constituem também a Associação de Freguesias da

Serra da Estrela,com sede na vila de Loriga.

Loriga,é uma vila industrializada(têxtil) desde o início do século

XIX,quando “aderiu” à chamada revolução industrial,mas,já no século XVI os

loricenses produziam bureis e outros panos de lã.Loriga,chegou a ser uma

das localidades mais industrializadas da Beira Interior,e a actual sede de

concelho só consegui ultrapassá-la em meados do século XX.Tempos houve em

que só a Covilhã ultrapassava Loriga em número de empresas.Demonstrativo

da genialidade dos loricenses,é que tudo isso aconteceu apesar dos acessos

difíceis à vila,os quais até à década de trinta do século XX,se resumiam à

velhinha estrada romana de Lorica,contruída no século I antes de

Cristo.Nomes de empresas,tais como Regato,Fândega,Leitão &

Irmãos,Redondinha,Tapadas,Augusto Luís Mendes,Moura

Cabral,Lorimalhas,Lages Santos,Nunes Brito,etc,fazem parte da rica

história industrial desta vila.A maior e principal avenida de Loriga tem o

nome de Augusto Luís Mendes,o mais destacado dos antigos industriais

loricenses.

Mais tarde,a metalurgia,a pastelaria,e mais recentemente,o turismo (Loriga

tem enormes potencialidades turisticas),passaram a fazer parte dos pilares

da economia da vila.

Outra prova do génio loricense é um dos exlíbris de Loriga,os inúmeros

socalcos e a sua complexa rede de irrigação,construídos ao longo de muitas

centenas de anos,e que transformaram um vale belo mas rochoso,num vale

fértil.

Em Loriga existem a única estância e pistas de esqui existentes em

Portugal.Loriga,é a capital da neve em Portugal.

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VISITE A BELA E HISTÓRICA VILA DE LORIGA,NA SERRA DA ESTRÊLA.

-A LOBRIGA DOS CELTAS E DOS LUSITANOS.

-FUNDADA ESTRATÉGICAMENTE,HÁ MAIS DE DOIS MIL E SEISCENTOS ANOS, NO ALTO

DE UMA COLINA,ENTRE DUAS RIBEIRAS(HOJE,A RIBEIRA DE LORIGA E A RIBEIRA DE

S.BENTO).

-POVOAÇÃO PLURIMILENAR.

-A POVOAÇÃO SURGIU ORIGINALMENTE NO LOCAL ONDE ACTUALMENTE ESTÁ O CENTRO

HISTÓRICO DA VILA.

-BERÇO DE VIRIATO,QUE NASCEU,SEM DÚVIDA, NOS HERMÍNIUS(ACTUAL SERRA DA

ESTRELA)ONDE FOI PASTOR DESDE CRIANÇA.

-EXTRACTO DO LIVRO MANUSCRITO, HISTÓRIA DA LUSITÂNIA [BISPO-MOR DO

REINO,1580]:…”SUCEDEU O PASTOR VIRIATO,NATURAL DE LOBRIGA,HOJE A VILA DE

LORIGA,NO CIMO DA SERRA DA ESTRELA,BISPADO DE COIMBRA”…

-A LORICA DOS ROMANOS [ LORICA LUSITANORUM CASTRUM EST ]QUE LHE PUSERAM O

NOME DEVIDO À SUA POSIÇÃO ESTRATÉGICA NA SERRA E POR TER SIDO UM BASTIÃO

LUSITANO CONTRA OS INVASORES.

(LORICA,DO LATIM, OU LORIGA – NOME DE ANTIGA COURAÇA GUERREIRA).UM CASO

RARO EM POTUGAL DE UM NOME QUE SE MANTÉM PRATICAMENTE INALTERADO HÁ DOIS

MIL ANOS,SENDO ALTAMENTE REPRESENTATIVO DA ANTIGUIDADE E DA HISTÓRIA DA

POVOAÇÃO(POR ISSO,A COURAÇA É A PEÇA CENTRAL E FUNDAMENTAL DO BRASÃO

HISTÒRICO DA VILA). -IMPORTANTE POVOAÇÃO VISIGÓTICA.OS VISIGODOS DEIXARAM

UMA ERMIDA DEDICADA A S.GENS,E FORAM ELES QUE COMEÇARAM A USAR A ACTUAL

VERSÃO DO NOME ROMANO [LORIGA].

-VILA DESDE O SÉCULO XII (RECEBEU FORAIS DE JOÃO RHÂNIA(SENHORIO DAS

TERRAS DE LORIGA NO TEMPO DE D.AFONSO HENRIQUES),D.AFONSO III,D.AFONSO V,

E D.MANUEL I,RESPECTIVAMENTE).

-PARÓQUIA DESDE O SECULO XII,A IGREJA MATRIZ FOI CONSTRUÍDA NO SÉCULO

XIII.

-VILA INDUSTRIAL DESDE O INÍCIO DO SÉCULO XIX [TÊXTIL],EMBORA ESTA

ACTIVIDADE JÁ EXISTISSE NO SÉCULO XVI. -A LOCALIDADE GEOGRAFICAMENTE MAIS

PRÓXIMA DA TORRE, O PONTO MAIS ALTO DA SERRA DA ESTRELA(INCLUI NA SUA ÀREA

AS PISTAS DE ESQUI, ÙNICAS EM PORTUGAL).LORIGA,É A CAPITAL DA NEVE EM

PORTUGAL.VENHA PRATICAR ESQUI À VILA DE LORIGA.

-UMA DAS MAIS BELAS VILAS E UMA DAS MAIS ANTIGAS POVOAÇÕES DE PORTUGAL.

-REGIÃO DE LORIGA(ÀREA DO ANTIGO MUNICÍPIO LORICENSE):VILA DE LORIGA E AS

FREGUESIAS DE ALVOCO DA SERRA,CABEÇA,TEIXEIRA,SAZES DA BEIRA,VALEZIM E

VIDE.CONSTITUI A ASSOCIAÇÃO DE FREGUESIAS DA SERRA DA ESTRELA,COM SEDE NA

VILA DE LORIGA.

– BEM-VINDOS À BELA REGIÃO DE LORIGA – BEM-VINDOS À BELA E HISTÓRICA VILA

DE LORIGA –

-( NOTA:Houve quem,de forma pouco rigorosa,ou tendenciosa,quisesse fazer

passar a ideia de que Loriga só recebeu o foral de D.Manuel I,chegando a

atribuir àquele rei documentos datados de 1474 e 1477 ( D.Manuel I iniciou

o seu reinado em 1495 ),e afirmando serem os mais antigos com referências

a Loriga,numa tentativa forçada de apagar o passado histórico e municipal

da vila,anteriores ao século XVI (importantes documentos desapareceram de

forma estranha e conveniente e inventaram história a condizer),tentando

assim também justificar e legitimar a grande injustiça de que Loriga foi

vítima em 1855!Nesse ano,a vingança política e a intriga movida por

desejos expansionistas,ditaram o fim do Município de Loriga.

Foi escrito também que Loriga teria surgido originalmente num local

conhecido por Chão do Soito onde terá existido uma espécie de “Loriga

provisória”.Só mais tarde (?!) os habitantes se teriam apercebido do erro

da escolha daquele local e se teriam mudado para a localização actual,ali

ao lado!Dadas as características do dito Chão do Soito,comparadas com as

do local onde de facto Loriga foi fundada,só quem sabe pouco ou não sabe

nada de história,e consequentemente desconhece os hábitos das populações

da época,ou queira insultá-las,é que pode afirmar tal coisa!É uma teoria

ridícula que só serve para denegrir a imagem dos antepassados dos

loricenses,remetendo-os para o mundo das anedotas:”Quais “cabecinhas não

pensadoras e lentas” fundaram uma povoação,e só depois compreenderam que o

tinham feito no lugar errado e ao lado do lugar ideal,contra a lógica da

época!”Aliás,em nenhuma época a colina onde existe o centro histórico de

Loriga,seria preterida e trocada pelo outro local!

Estas e outras ideias sem sentido foram copiadas por outros e vêem-se

escritas por aí,dando uma ideia errada da história de Loriga. )-

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HOMENAGEM A UM GRANDE LORICENSE/LORIGUENSE

HOMENAGEM:O Sr.Conde,de uma forma discreta,já que a promoção pessoal nunca

foi o seu objectivo,tem dedicado grande parte do seu tempo ao estudo e

investigação da história,à defesa do património e do desenvolvimento,e à

divulgação da vila de Loriga.Uma pequena parte do resultado do seu estudo

sobre a história da vila de Loriga foi já publicada no jornal Garganta de

Loriga e em outra imprensa local,regional,nacional e internacional. Essa

pequena parte da sua pesquisa está disponível em diversos sites e outras

publicações sobre Loriga(com ou sem referências ao seu nome),de diversos

autores,e é conhecida dos loricenses.Estão também disponíveis,nos mais

diversos sites ( a Wikipédia é um deles ) e outras publicações,extractos

de alguns dos seus artigos publicados(com ou sem referências ao seu nome).

São também conhecidas,e tendo em vista exclusivamente os objectivos

referidos,as suas sempre assumidas iniciativas,nos poderes

públicos,entidades oficiais,imprensa regional e nacional, e estações de

televisão portuguesas e estrangeiras.

É um loricense sempre atento a tudo que se passa na sua terra-natal,à qual

o prendem fortes raízes.O seu trabalho tem sido de grande importância para

a resolução dos principais problemas da vila de Loriga,para o conhecimento

da sua história,e para a sua divulgação,dentro e fora de Portugal.O seu

trabalho foi,e tem sido fundamental,para tirar Loriga da sombra em que

esteve mergulhada,dando-a a conhecer a Portugal e a todo o mundo.

A propósito dos principais problemas da vila,destaca-se,por exemplo,a sua

decisiva intervenção nos seguintes casos:Conclusão da EN 338(conhecida

localmente por Estrada de S.Bento),construção do novo edifício da Escola

C+S de Loriga,reparação da EN 231,construção do quartel dos Bombeiros

Voluntários de Loriga,classificação do património histórico,ordenamento

dos símbolos heráldicos da vila,instalação de um museu dos

lanifícios,construção de um pavilhão gimnodesportivo.

O Sr.Conde não se tem preocupado apenas com a vila,mas também com a Região

de Loriga,ou seja,com as outras seis freguesias cujas àreas pertenciam ao

antigo Município de Loriga.É uma região com uma identidade própria,a

preservar e desenvolver,e que ele tem defendido e divulgado como tal.

Aliás,o Sr.Conde é um homem de cultura,com grandes e diversificadas

capacidades,e como tal,o trabalho pela sua terra-natal e pela sua região,é

apenas uma parte dos seus interesses e actividades.

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EXTRACTOS DE ALGUNS DOS TESTEMUNHOS MAIS SIGNIFICATIVOS:

“Já todos nos habituámos à regular colaboração do nosso conterrâneo

António Conde.São homens como ele que alimentam a curiosidade e o

interesse sobre as problemáticas locais e sobre a imprensa regional…

…Este loriguense é um homem preocupado com a terra que o viu nascer,à

qual o prendem fortes raízes.No entanto,pela sensibilidade com que

escreve,pelos apelos que faz à unidade loriguense,António Conde tem

revelado,ao longo dos anos que vem mantendo colaboração no jornal,um

pensamento coerente e linear.

Concorde-se ou não com o acentuado sentido crítico que empresta aos seus

artigos,nomeadamente na sua crónica”Quo vádis Lorica”,o facto é que

António Conde não se limita a falar dos problemas,mas aponta soluções.Por

isso,a redacção do “GL” considera-o um loriguense de causas.

…Digam lá se o exemplo de António Conde não é de seguir.

Este loriguense,para além de reclamar junto dos poderes públicos para a

resolução dos problemas de Loriga,não guarda para si a informação

recebida,antes a envia ao “GL”,para que todos a conheçam.Preto no

branco,com cópias dos ofícios e tudo.

Assim é que é!Obrigado António Conde,pela consideração que tem pelo

“GL”,pela ANALOR,e por Loriga.”

(In jornal Garganta de Loriga(GL),Maio de 2002)

“Dizer Bem – Promover Loriga

Há coisas e situações que, no dia-a-dia, merecem que as olhemos de forma

positiva.

António Conde,homem de grande cultura,homem de grandes convicções e

princípios,e muito ligado às chamadas “novas tecnologias”,é o principal

responsável pela divulgação de Loriga e da sua história,e um dos

principais responsáveis pela resolução dos principais problemas da vila.

O Sr.Conde é hoje muito diferente do homem que deixou a sua querida

terra-natal há vinte anos,e mesmo quando residia na sua vila de Loriga,já

era muito

mais do que muitos dos seus conterrâneos pensavam ou ainda pensam dele!

Embora alguns seus conterrâneos tenham dificuldade em aceitar,por

incredulidade ou má-fé,a realidade é que Loriga deve muito a este seu

filho,que,ao

contrário de outros por aí que fizeram muito menos,ou não fizeram nada

pela sua terra,não procura publicidade nem notoriedade.Por exemplo,não

existe

nenhum site assinado com o seu nome,mas a maioria dos sites a nível

nacional e internacional que falam de Loriga e da sua história (e já são

muitos) fazem-no

graças à pesquisa e divulgação do Sr.Conde.

Sem a acção do Sr.Conde,a vila de Loriga não seria o que é,não seria tão

conhecida,e a sua verdadeira história e do seu património ainda estariam

na

penumbra.Ninguém conseguiu mais para a sua terra-natal que o

Sr.Conde,especialmente nos últimos 17 ou 18 anos!”

(In blog Dizer Bem,artigo escrito por: Jorge Andrade em 20 de Julho de

2006. 10:49 PM)

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“Loriga a concelho

Loriga,vila e sede de concelho desde o século XII,pagou caro pelo apoio

dado aos “absolutistas” contra os “liberais”.

Numa época em que a consciência democrática era inexistente,havia

retaliações para quem tinha ideias diferentes das de quem detinha o poder.

Em tais circunstâncias,há sempre quem queira beneficiar do mal

alheio,e,para tal,ajude a provocar a precipitação dos acontecimentos.

O concelho de Loriga ,foi extinto pela vingança politica e pelos

interesses expansionistas de quem beneficiou com o facto.Uma completa

injustiça!

Passados cento e quarenta e dois anos,a vila e a Região de

Loriga,continuam “a cumprir a pena à qual foram condenadas”,como se

estivessem a pagar juros.

De vêz em quando,como acontece actualmente,a”pena”é aliviada e surge algum

progresso,mas,a história diz-nos que esta é uma situação rara.A realidade

local confirma-o.

O concelho de Loriga,incluia mais de trinta povoações,entre freguesias e

suas anexas,e algumas estão agora a quarenta quilómetros da actual sede de

municipio.A vila de Loriga está a vinte quilómetros.

Se o concelho de Loriga não for restaurado a curto prazo,daqui a poucas

décadas a região estará repleta de aldeias fantasmas,e a vila de Loriga

estará pouco melhor.

Fala-se muito no caso de Vizela,mas,o caso de Loriga é mais grave,embora

não seja tão mediatizado,e é de resolução mais urgente.

Não se fala de um Movimento para a Restauração do Concelho de Loriga,nos

jornais,rádios e televisões,mas,em nome de toda a lógica

administrativa,democrática e politica,o problema tem que ser resolvido.Só

assim a região de Loriga terá futuro.

António Conde”

(In jornal Correio da Manhã,de 28 de Agosto de 1997)

“Loriga a concelho

Já tinha lido há algum tempo no Correio da Manhã,este artigo de António

Conde,nosso conterrâneo e colaborador deste jornal,acerca da extinção do

concelho de Loriga,causas e consequências.

O texto,que eu,com a devida vénia,transcrevo para “este espaço”,está à

vossa disposição na internet,na “Home Page” da vila de Loriga,e em

http://www.terravista.pt/Meco/1087.E foi daí que o tirei.

Como adenda,aproveito para juntar alguns números,resultantes das últimas

eleicões autárquicas,para assim se compreender melhor o artigo.

Assim:

O concelho de Seia,com uma àrea de 448km2,é o 6º maior do Distrito da

Guarda(que tem 14).Com 29 freguesias e uma população de 29990 habitantes e

26683 eleitores.É o mais populoso,logo a seguir à Guarda!

Em termos de comparação,temos Sabugal com 40 freguesias e dezenas de

anexas,numa àrea de 827 km2 para 16320 habitantes.

O concelho de Manteigas é o mais pequeno do Distrito da Guarda,com uma

àrea de 112 km2 ,3 freguesias e 3758 eleitores.

Agrupando as localidades desde o rio Alva,excluíndo Lapa e Vila Cova,até

às Pedras Lavradas,temos:Valezim,Sazes,Sandomil,Cabeça,Alvoco,

Teixeira,e

Vide.A estas freguesias há ainda a acrescentar as anexas,que só Vide tem

28!

Este conjunto de freguesias que formariam o concelho de Loriga,somam entre

si um número de eleitores superior a 6500,o que nos colocaria à frente de

78 municípios com uma população e número de eleitores mais pequena que a

nossa!

Como disse,ficam aqui dados concretos para a discussão,agora que se fala

tanto em novos concelhos,descentralização e regionalização…Vamos a

isso!?”

(In jornal Garganta de Loriga,em Junho de 1998)

IN HOMAGE TO A GREAT LORICENSE/LORIGUENSE

António Conde, Mr.CONDE,of one forms discrete,since the personal promotion

never was its intent,has dedicated great part of is time to

the study and inquiry of history,to the defense of the patrimony and the

development,and to the spreading of the town of

Loriga.One small part of the result of its study on the history of the town of

Loriga already was published in the periodical

Garganta de Loriga and another press place,regional,national and the international.

This small part of its research is available in

diverse sites and other publications on Loriga (with or without references to its

name),of diverse authors,and is known of the

Loricenses.They are available,in the most diverse sites and other publications,

trade bills of some of its published articles(with

or without references to its name).

Also they are known,and in view of exclusively the related intent,its always

assumed initiatives,in being able them public,official

entities,the regional and national press,and portuguese and foreign television

stations.

It is a always intent Loricense to that if it passes in its land-birthplace,which

arrests strongs roots.Its work has been of great

importance for the resolution of the main problems of the town of Loriga,for

the knowledge of its history,and for its spreading,inside and outside of Portugal.

The its work it was,and it has been basic,to take off Loriga of the shade where

it was

dived,giving it to know it Portugal and the whole world.

By the way of the main problems of the town,it is distinguished,for example,its

decisive intervention in the following

cases:Conclusion of EN 338 (known local for Estrada de S.Bento),construction of

the new building of Escola C+S de

Loriga,repairing of EN 231,construction of the quarter of the Bombeiros Voluntários

de Loriga,classification of the historical

patrimony,order the heraldic symbols of the town,installation of a museum o the

wool manufacturing,constrution of a hall of

desports.

The Mr.CONDE has not been worried only about the town,but also about Region

of Loriga,that is,with the villages who

belonged to the old Municipality of Loriga.Is the region with a proper identity,to

preserve and develop,and that i has defended

and divulgedas such.

By the way,the Mr.CONDE is a culture man,with great and diversified capacities,

and as such,the work for its land-birthplace

and its region,is only one part of its interests and activities.

__________________________________________________________________________________________________

QUANDO O CONCELHO DE LORIGA FOI EXTINTO,HAVIA A CONSCIÊNCIA DE A DECISÃO

SER UM GRAVE ERRO ADMINISTRATIVO E POLÍTICO(COMO TEM VINDO A

CONFIRMAR-SE),MAS,OS INTERESSES DAS POPULAÇÕES DA REGIÃO DE LORIGA FORAM

CONSIDERADOS DESPREZÍVEIS.UMA INJUSTIÇA QUE NUNCA FOI REPARADA,E QUE,SE

NADA FÔR FEITO, PROVOCARÁ FINALMENTE A MORTE DE TODAS AS LOCALIDADES DA

REGIÃO,DAS QUAIS RESTARÃO APENAS RUÍNAS ABANDONADAS.SERÃO,COMEÇANDO PELAS

DA VILA DE LORIGA, UM GIGANTESCO MONUMENTO À INJUSTIÇA,À INCOMPETÊNCIA,E À

CEGUEIRA.

TODAS AS POLÍTICAS LOCAIS OU NACIONAIS DE AMBIENTE,ORDENAMENTO E

ADMINISTRAÇÃO DO TERRITÓRIO,DEVEM TER SEMPRE COMO OBJECTIVO A EVOLUÇÃO DAS

CONDIÇÕES DE VIDA DAS POPULAÇÕES,E O DESENVOLVIMENTO DAS LOCALIDADES.TAIS

POLÍTICAS NUNCA DEVEM PROMOVER OU FOMENTAR,DIRECTA OU INDIRECTAMENTE,O

ÊXODO DAS POPULAÇÕES,E A DESERTIFICAÇÃO HUMANA.

PARA EVITAR A DESERTIFICAÇÃO DA REGIÃO DE LORIGA,É NECESSÁRIO NO

MÍNIMO,PÔR EM PRÁTICA O QUE JÁ É RECONHECIDO NO PAPEL;DESENVOLVER A VILA

DE LORIGA,PÓLO E CENTRO DA REGIÃO.

__________________________________________________________________________________________________

Loriga – Land of Viriathus

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LORIGA – Land of Viriathus

LORIGA

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